Esportistas consagrados
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Ádria Santos (1974)
A velocista Ádria Rocha Santos é hoje a maior medalhista feminina paraolímpica do País. Ela já participou de seis edições dos Jogos Paralímpicos, sendo a última em Pequim, em 2008. Nos Jogos de Londres 2012, na Inglaterra, ela recebeu a honra de conduzir a tocha.
- Adria dos Santos durante o revezamento da tocha paraolímpica em Londres, Reino Unido
Nascida em Nanuque, no interior de Minas Gerais, Ádria descobriu o esporte aos 12 anos, por meio do Instituto São Rafael, associação de apoio para deficientes visuais de Belo Horizonte (MG). “O professor veio no meu colégio e perguntou quem tinha interesse em praticar esportes adaptados. Como eu sempre gostei de participar das aulas de educação física, fiz os testes de atletismo e viram que eu levava jeito”, conta. A atleta nasceu com retinose pigmentar, o que comprometeu parcialmente sua visão até os 18 anos.
Logo após se mudar para o Rio de Janeiro (RJ) em busca de mais patrocínios, Ádria participou de sua primeira Paraolimpíada aos 14 anos, em Seul, na Coreia do Sul. “Naquela época o esporte paraolímpico não tinha a visualização que tem hoje, e eu conquistei duas medalhas de prata”, diz. Hoje ela já participou de seis Paraolimpíadas consecutivas, conquistou medalhas em todas, e total chega a 13: uma de bronze, oito de prata e quatro de ouro.
Apesar de não ter conseguido o índice para estar nos Jogos de Londres 2012 por causa de uma lesão no menisco, Ádria esteve na cerimônia de encerramento e foi uma das atletas escolhidas para carregar a tocha. “Os piores momentos da minha carreira foram quando me lesionei. Não poder participar da minha sétima Paraolimpíada consecutiva como atleta foi terrível, mas representar meu País levando a tocha foi um momento marcante para minha história”, lembra ela.
Com treinos de segunda a sábado, junto com seu guia Luiz Rafael Krub, Ádria tem o objetivo de competir nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Segundo ele, a sua principal função é orientar e motivar a velocista. “Eu corro com uma atleta que todo mundo já conhece, e dela esperam bons resultados. A Ádria gosta que eu fale e incentive durante a corrida, sempre buscando não superar os resultados dos adversários, mas sim melhorar nossos próprios índices”, diz ele.
Ádria enxergou um pouco até os 18 anos, quando então começou a correr acompanhada. Parceiros de pista desde 2005 e nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008, ela e Rafael trabalham a sintonia necessária para competir na classe T11 (cego total). “Sempre falo que o guia é os olhos do cego. Para correr juntos, sem sair das linhas da pista, precisamos desenvolver um sincronismo e alcançar a confiança”, conta ela.
Segundo a velocista, a família e os amigos são seus maiores incentivadores. “O apoio que recebo das pessoas que amo é essencial pra mim, principalmente nos momentos em que penso em desistir. Minha filha é uma torcedora e meus amigos me dão muita força. E às vezes, até pessoas desconhecidas me param na rua e falam uma palavra de motivação, e me ajudam a continuar no esporte e inspiram a paixão que eu tenho pelo que faço”, diz.


