Esportistas consagrados
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- Ana Moser (1968)
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- André Brasil (1984)
- Antônio Tenório (1970)
- Arthur Zanetti (1990)
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- Vanderlei Cordeiro de Lima (1969)
- Zagallo (1931)
- Zico (1953)
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Adriana Behar (1969) e Shelda (1973)
Adriana Behar defende, Shelda levanta e Adriana corta para o chão. Ao todo, foram 12 anos com essa combinação de movimentos para fazer a maior dupla da história do vôlei de praia feminino do Brasil e uma das maiores de todo o mundo.
Separadas desde 2008, elas ajudaram a popularizar uma das modalidades mais praticadas em todo o País justamente a partir do início dos anos 1990.
- Na década de 90, Adriana já disputava campeonatos de vôlei e se destacava pela agilidade
A carioca Adriana já era uma precursora do vôlei de praia em 1992, quando disputou a primeira edição do Circuito Mundial, pouco depois de deixar as quadras. Três anos depois, se juntou a Shelda: cearense, quatro anos mais nova e 13 centímetros mais baixa. Esta combinação deu certo.
Em 1996, meses depois de dar início à parceria, Behar-Shelda já era dupla campeã do Circuito Brasileiro, o que se repetiria em 1997, 98, 99, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004 em uma hegemonia de nove temporadas consecutivas. Internacionalmente, não foi lá muito diferente: campeãs em 1997, 98, 99, 2000, 2001 e 2004. Seis títulos, sendo cinco consecutivos.
“Tem uma palavra que traduz muito o esporte: fairplay. O esporte, de um modo geral, é muito limpo, muito honesto. Por isso, a imagem do atleta é tão forte. Você ganha pelo seu próprio esforço, não tem jeitinho. É um ajudando o outro, porque o que vale ali na hora é a competição. É bacana ganhar de alguém que está nas mesmas condições que você”, define Adriana Behar.
Com títulos para dar e vender, elas só não conseguiram o ouro olímpico. Hegemônicas na modalidade em 2000, elas perderam a final em Sidney para Cook e Kerri Pottharst, representantes da anfitriã Austrália. Adriana comenta a dor: “Tínhamos duas opções. Parar por ali, desistir, largar tudo, ou se unir ainda mais, reconhecer os erros, tomar nossas decisões e encarar dali para frente. Foi a hora que nos unimos ainda mais”.
Restabelecido o domínio no âmbito do Circuito Mundial, era hora de buscar o ouro novamente, desta vez em Atenas. Já sem favoritismo franco de quatro anos antes, elas fizeram jogo duro na decisão contra as americanas Kerri Walsh e Misty May, que levaram a melhor. “São bicampeãs olímpicas e optaram por jogar só o circuito americano”, lembra Behar. Campeãs de quase tudo, as brasileiras ficaram com a segunda prata da carreira.
Em 2008, já com muitos problemas físicos, Adriana Behar resolveu parar. Shelda rapidamente se juntou a Ana Paula, famosa por compor a geração das quadras nos anos 1990, mas não obteve a vaga em Pequim. Foi a senha para encerrar a carreira vitoriosa, o que significou reconhecimento distinto: um lugar no hall da fama do vôlei pela primeira vez para uma dupla da modalidade. Hoje, Adriana trabalha no Comitê Olímpico Brasileiro, enquanto Shelda se dedica a um projeto em prol do vôlei sentado (modalidade paralímpica).


