Esportistas consagrados
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André Brasil (1984)
Com dois Jogos Paralímpicos no currículo, o nadador André Brasil já coleciona mais medalhas que muitos atletas apenas sonham em conquistar. Estreante nos Jogos Paralímpicos de Pequim, na China, em 2008, ele levou quatro ouros nos 50m livre, 100m livre, 400m livre e 100m borboleta, e uma prata nos 200m medley.
Já em Londres 2012, repetiu o feito de ganhar cinco medalhas: ouro nos 50m livre (com recorde mundial); ouro nos 100m livre (com recorde paraolímpico); ouro nos 100m borboleta (com recorde paraolímpico); e prata nos 100m costas e 200m medley.
A história de superação do nadador carioca de 28 anos começou aos seis meses, com a confirmação do diagnóstico de poliomielite ou paralisia infantil. Uma das sequelas da deficiência, que é ter uma perna mais curta que a outra, não impôs barreiras para André na infância. Fã de esportes, ele praticou futebol, basquete, futebol de salão e judô.
Contudo, foi na natação que ele descobriu um talento maior. Aos nove anos, quando treinava em uma academia do Rio de Janeiro (RJ), foi chamado pela professora para fazer parte de uma equipe. “Passei a treinar todos os dias, de segunda à sexta, e em algumas ocasiões até no sábado. Eu era o mais novo da turma e era estranho nadar com colegas mais velhos, de 12 a 17 anos. A professora viu em mim um atleta a ser lapidado”, conta.
A diferença de tamanho entre as pernas, que antes era de 1,5 cm, aumentou para cinco centímetros da adolescência até a fase adulta. Ele já nadava competitivamente desde os 13 anos quando, em julho de 2005, aos 21 anos, entrou para a seleção brasileira.
Três meses depois, entretanto, ao participar de um evento internacional de natação, André foi considerado inelegível para a prática esportiva. “Os atletas que competem no esporte adaptado precisam passar por uma banca avaliadora internacional para saber em que categoria se encaixam. No meu caso, depois de me testarem por pouco mais de dez minutos na piscina, disseram que eu não tinha deficiência suficiente para competir”, diz ele.
Segundo o nadador, foi um período extremamente difícil. “Eu fiquei com um ponto de interrogação na minha cabeça. Se eu não consigo chegar a uma seleção olímpica de natação para pessoas sem deficiência, e também não estou apto a participar de competições adaptadas, o que eu sou?”, lembra. Foram sete meses longe das competições e quase quatro sem vontade de entrar em uma piscina.
Em outubro de 2006, depois de se submeter novamente aos testes classificatórios, que dessa vez demoraram mais de uma hora e meia, André foi reinserido no esporte paraolímpico e desde então não parou mais.
Nas Paralimpíadas de Londres 2012, levou cinco medalhas e se consagrou como um dos mais importantes atletas paraolímpicos do País. “Eu fui levar a minha primeira medalha pra minha mãe que estava na arquibancada, mostrar pra minha família, e então mais de 400 ou 500 pessoas pararam de assistir à competição pra me aplaudir durante aquele gesto singelo”, recorda.
Para o nadador, o esporte adaptado está se transformando e se profissionalizando, e para impulsionar este movimento, ele quer ser uma referência. “Para defender a bandeira do nosso País, eu doo a minha juventude e o meu tempo em prol de um objetivo primeiramente individual, mas também coletivo. Muitos profissionais acreditam e fazem parte desse trabalho. Se eu sou reconhecido pelos meus resultados, é porque eles são frutos do meu empenho e dedicação, e acho que ser referência é poder saber que as pessoas se espelham nisso”, diz.
Fontes:
Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)
Site do André Brasil


