Esportistas consagrados
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Antônio Tenório (1970)
As sucessivas medalhas de ouro em quatro Paraolimpíadas seguidas fizeram de Antônio Tenório o primeiro tetracampeão do judô paraolímpico. De 1996 a 2008, o mundo conferiu o mesmo sorriso, a mesma bandeira e o mesmo hino no lugar mais alto do pódio da classificação funcional B1, categoria até 100 kg.
O quinto título poderia vir em 2012. Mas a única derrota em sua carreira paraolímpica pôs fim a uma invencibilidade de 16 anos, impediu o pentacampeonato, mas não tirou o brasileiro de São Bernardo do Campo (SP) do pódio. A medalha de bronze nos Jogos de Londres deu a motivação extra para que Tenório tente no Rio de Janeiro, em 2016, mais um prêmio pela sua insistência em vencer no e pelo esporte.
- Tenório conquista a medalha de bronze na Paralimpíada de Londres
Antônio Tenório nasceu em 24 de outubro de 1970 e aos nove anos foi levado pelo pai para o Clube do Círculo dos Patrulheiros, na cidade paulista. Lá aprendeu os primeiros golpes e a paixão pelo esporte. Aos 13 anos, brincando com amigos de estilingue, perdeu a visão do olho esquerdo após ser acertado por uma semente de mamona. Apesar da lesão, ele continuou com treinos e competições. Seis anos depois, já no fim da adolescência, uma infecção alérgica provocou o descolamento da retina do olho direito fazendo com que Tenório perdesse completamente a visão. Sem enxergar, o judoca também foi privado daquilo que mais gostava.
“Aquele um ano e meio que eu fiquei sem treinar foi o período mais duro. Eu me afastei do judô, cumpri à risca as recomendações médicas para tentar recuperar a visão, engordei. Mas eu tinha consciência que não ia mais enxergar. Daí voltei para o judô e graças a ele eu tenho a minha cidadania”, lembra o judoca.
A estreia de Tenório em Jogos Paralímpicos foi em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos. Mesmo tendo conquistado ouro na categoria até 86 kg, ele perdeu seus patrocinadores, pelo baixo retorno da mídia e do público pelo feito do judoca. “Tive que mudar de cidade para treinar, fui para o Rio de Janeiro e busquei outros patrocínios. Mas a partir de 2000, com o Comitê Paralímpico Brasileiro convidando jornalistas para cobrir os principais eventos, as coisas mudaram”. Em 2000, Tenório deu mais um passo para entrar na história do esporte nacional com mais um ouro paraolímpico, desta vez em Atenas e na categoria até 90 kg.
Nas duas paraolimpíadas seguintes, Tenório repetiu o metal da premiação na disputa até 100 kg e conquistou, de maneira consecutiva, quatro títulos paraolímpicos. Feito inédito para o judô brasileiro. O último ouro, o de Pequim, em 2008, foi registrado no documentário B1 – Tenório em Pequim, sobre a vida do judoca que também disputa e vence competições com atletas sem deficiência, como foi o caso da vitória no Campeonato Paulista Master, no mesmo ano.
Além das medalhas paraolímpicas, Tenório tem em seu currículo o ouro no Parapan do Rio de Janeiro, em 2007, prata no Parapan de Guadalajara, em 2011 e um título mundial da Associação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), conquistado em 2006, na França. “Eu acho que hoje o que me falta é um título de campeão mundial entre os regulares. Todos os títulos são importantes, mas o que conta mais é o meu trabalho no dia a dia. Eu defendo uma causa, represento um movimento e mostro que é possível integrar a pessoa com deficiência à sociedade pelo esporte”, afirma o tetracampeão.
Fontes:
Comitê Paralímpico Internacional
Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais


