Esportistas consagrados
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Eliseu dos Santos (1976) e Dirceu Pinto (1980)
Antes de conquistarem os pódios internacionais, os campeões paraolímpicos e mundiais da bocha Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos precisaram enfrentar o primeiro desafio quase tão importante quanto suas conquistas: adaptar-se à vida de cadeirante. O primeiro descobriu que tinha uma doença degenerativa, em 2002, com 22 anos, e o segundo perdeu gradativamente os movimentos dos membros inferiores, quando tinha dez anos.
Representar o País sempre foi o sonho de Eliseu dos Santos. Na infância, antes da paralisia total, jogava futebol na sua cidade natal, Telemaco Borba (PR), e queria fazer parte da seleção brasileira. Ele conheceu a bocha quando entrou na Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), aos 29 anos. “A bocha, diferente da maioria dos esportes, não exige do atleta força física ou agilidade, e sim precisão e estratégia. Ela agrega as pessoas com maior grau de comprometimento físico. Atletas que só mexem o pescoço representam o País com a bocha adaptada”, explica Eliseu. Diariamente, sua rotina de treino varia por volta de cinco a seis horas diárias.
As vitórias do atleta paranaense começaram em 2005, quando ele conquistou o bronze em dupla na Copa América, em Mar de Plata. Individualmente, ele foi prata no Mundial Vancouver no Canadá (2007), bronze no Mundial de Lisboa (2010) e terceiro lugar nas Paralimpíadas de Pequim (2008) e Londres (2012).
Dirceu Pinto, paulista de Francisco Morato (SP) e morador da cidade de Mogi das Cruzes (SP), queria entrar para algum esporte para encontrar um suporte físico e mental. Ao terminar os estudos, aos 22 anos, conheceu a bocha e começou seus treinos. Desde então, coleciona medalhas de ouro. Ele conquistou o primeiro lugar, no individual, nas Paralimpíadas de Pequim (2008) e sagrou-se bicampeão em Londres (2012), no Mundial de Lisboa (2010), na Copa do Mundo da Irlanda do Norte (2011) e no Torneio Master Internacional de Póvoa de Varzin (2012).
A parceria entre os dois atletas começou em 2007, quando foram convocados para a seleção verde e amarela. A bocha adaptada pode ser jogada de três maneiras: individual, duplas ou em equipes (formada por três jogadores) e os atletas são divididos por classes conforme a deficiência. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas (azul e vermelha) adaptadas com a intenção de que aproximem o máximo possível da bola branca, que será o ponto para aproximação das outras bolas.
Depois de um ano de parceria, a dupla já obtinha ótimos resultados. Os dois competem pela classe BC4 (distrofia muscular). Eles subiram no lugar mais alto do pódio nas Paralimpíadas de Pequim (2008), ouro no Mundial de Lisboa (2010) e conquistaram o bicampeonato na edição de 2012 dos jogos em Londres.
“Nosso jogo é bem parecido nosso propósito também, nós dois nos acertamos, um completa o ouro na hora do jogo”, disse Dirceu. Os dois se encontram para treinar quando são convocados para representar o País.
No ano de 2012, Eliseu dos Santos conseguiu patrocínio do time paulista São Paulo e se dedica integralmente ao esporte. Além de competir, Dirceu Pinto é também o atual coordenador do paradesporto da Prefeitura de Mogi das Cruzes (SP).
Para o futuro, torcem para que o esporte ganhe mais adeptos e incentivo: “Esperamos que o esporte seja mais reconhecido, que apareçam patrocínios para outros atletas, estrutura para treinamentos e que o público em geral conheça e aprecie a modalidade”, torce Eliseu.
Fonte:
Comitê Paralímpico Brasileiro


