Esportistas consagrados
Relacionados
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- Ádria Santos (1974)
- Ana Moser (1968)
- Adriana Behar (1969) e Shelda (1973)
- André Brasil (1984)
- Antônio Tenório (1970)
- Arthur Zanetti (1990)
- Aurélio Miguel (1964)
- Ayrton Senna (1960-1994)
- Bernardinho (1959)
- Cesar Cielo (1987)
- Clodoaldo Silva (1979)
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- Daniel Dias (1988)
- Diego Hypólito (1986)
- Éder Jofre (1936)
- Eliseu dos Santos (1976) e Dirceu Pinto (1980)
- Emanuel (1973) e Ricardo (1975)
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- Guga (1976)
- Gustavo Borges (1972)
- Hortência (1959)
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- Joaquim Cruz (1963)
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- Nelson Piquet (1952)
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- Ronaldo (1976)
- Sarah Menezes (1990)
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- Vanderlei Cordeiro de Lima (1969)
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- Zico (1953)
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Garrincha (1933-1983)
Mito do futebol brasileiro, Manoel Francisco dos Santos, Mané Garrincha, ou, simplesmente Garrincha, nome de passarinho que adotou, é reverenciado pela sua genialidade, em parte atribuída a um dos seus problemas físicos. Garrincha nasceu com o joelho esquerdo virado para o lado de fora e o direito para dentro, o que desnorteava seus adversários, incapazes de intuir para que lado ele iria chutar a bola.
- Com sua genialidade, Garrincha foi campeão mundial por duas vezes (1958 e1962) e tricampeão carioca
A apresentação de Garrincha ao primeiro técnico profissional que ele conheceu é um episódio da história do futebol brasileiro. “Você joga de que, meu filho?”, perguntou Gentil Cardoso, quando lhe apresentaram o rapazinho de talento promissor. “De chuteiras”, respondeu Garrincha, provocando risos que o constrangeram e o levaram a emendar: “Mas se quiser, posso jogar descalço, não ligo pra isso, jogo de qualquer jeito”. Novas risadas e foi preciso paciência para que ele entendesse que a pergunta se referia à sua posição no time.
Gentil Cardoso, técnico do Botafogo, escalou o novato para treinar como ponta direita do time reserva e, assim, Garrincha enfrentou nada mais, nada menos, do que Nilton Santos, um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Sem se intimidar diante do ídolo, driblou Nilton Santos de tal forma que o fez cair, fato que repetiu ao longo de sua carreira com grandes adversários, brasileiros ou estrangeiros.
Nilton Santos não se ofendeu com a audácia do desconhecido. Pelo contrário. Tornou-se seu protetor e, anos mais tarde, num depoimento, deu verdadeiro retrato de Garrincha: “A bola era a maior amiga e a principal distração daquele garoto. Era só o que sabia fazer”. E fazia com perfeição: jogando na Suécia, ajudou o Brasil a se tornar pela primeira vez campeão mundial, surpreendendo os adversários com seus dribles magistrais. Perguntado como se sentira na disputa com os craques europeus, respondeu com a famosa frase: “Pra mim todo mundo é João”, sem que isso significasse qualquer desprezo por alguém. Simplesmente jogava do mesmo jeito contra qualquer um, porque, para ele, jogar futebol era mais do que uma disputa, era a grande alegria de sua vida.
Embora seu time de coração fosse o Flamengo, Garrincha foi três vezes campeão carioca pelo Botafogo, três vezes campeão do Torneio Rio/São Paulo, duas pelo Botafogo, uma pelo Corinthians; bicampeão mundial, na Suécia, em 1958, e no Chile, em 1962. É pai de onze filhas, do primeiro casamento. Separado, viveu mitológico caso de amor com a cantora Elza Soares. Nasceu em Pau Grande (RJ), em 1933, e morreu em 1983.
Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)


