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Esportistas consagrados

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Giba (1976)

Gilberto Amaury Godoy Filho é daqueles homens que valorizam demais a origem de tudo. Giba, protagonista dos intermináveis títulos da seleção de vôlei sob o comando do técnico Bernardinho, sabe bem o que passou para chegar até aqui. Londrinense, veio ao mundo em 23 de dezembro de 1976 e já começou tendo que atacar.

Alexandre Arruda Giba enfrentou a leucemia antes de se tornar um dos grandes nomes do vôlei mundial Ampliar
  • Giba enfrentou a leucemia antes de se tornar um dos grandes nomes do vôlei mundial

Naquela época, Giba atacou a leucemia, identificada quando ele nem tinha completado um ano de vida. Da mesma forma como venceria bloqueios gigantes, superou a doença em 10 meses e teve uma infância tranquila.  “O tratamento é 50% da cura. O restante é resultado do amor que familiares e a equipe médica dão ao paciente”, lembra ele. Foi em 1985, na 5ª série, que Giba conheceu o vôlei e iniciou uma nova vida.
Foi neste esporte que ele venceu três campeonatos mundiais (2002, 06 e 10), um ouro olímpico (Atenas-04), duas pratas (Pequim-08 e Londres-12), duas Copas do Mundo (03 e 07), e oito das 12 Ligas Mundiais que disputou – nas outras, duas pratas e dois bronzes. Mas pense em perguntar a Giba qual foi o título mais importante e ele vai surpreender.

“Sem dúvida, o primeiro. Mundial Infanto Juvenil, na Turquia. Foi quando resolvi seguir uma carreira no vôlei”, diz com convicção. Sobre o jogo mais importante, outra lembrança do passado: “A primeira partida com a seleção adulta, em Atlanta. Foi em 1995. Estava começando a minha história na seleção principal, com muitos ídolos e sem saber o que o vôlei iria me proporcionar”, explica.

Quando Bernardinho assumiu a seleção, em 2001, Giba estava no auge. Ancorado nas defesas de Serginho e nos bloqueios de Gustavo, foi o ponteiro que não se cansou em decidir jogos a favor do Brasil, que reescreveu a história do esporte com um jogo mais rápido e intenso, que teve nos passes de Ricardinho um perfeito divisor de responsabilidades nos títulos brasileiros. Mesmo com a saída do levantador a partir de 2007, as conquistas se mantiveram com Marcelinho e depois Bruninho.

Giba, que ainda participou dos últimos anos da primeira geração de ouro do vôlei brasileiro, foi o protagonista da seleção nos principais momentos e hoje ainda caminha ao lado de quem promete dar sequência nessa história. Foi eleito o melhor jogador dos Jogos Olímpicos de 2004, do Mundial e da Liga Mundial de 2006 e da Copa do Mundo de 2007.

Ele e seu companheiro de equipe Serginho são os esteios de uma nova geração de atletas disposta a iniciar uma segunda dinastia sob o comando de Bernardinho.

Fonte:
Site oficial Giba



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