Esportistas consagrados
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Guga (1976)
- Graças às suas conquistas, Guga ajudou a tornar o tênis uma modalidade mais popular no Brasil
O tênis não era um esporte muito popular no Brasiil até o ano de 1997, mais precisamente no dia 8 de junho. Foi quando um catarinense esguio, próximo dos seus 21 anos de idade, surpreendeu o mundo ao derrotar o então temido espanhol Sergi Bruguera e arrebatar o troféu de campeão do Grand Slam de Roland Garros (o Aberto da França), um dos quatro torneios mais importantes do planeta. O nome dele? Gustavo Kuerten, o Guga, responsável pelo maior febre de um esporte alheio ao futebol no Brasil.
Nascido em Florianópolis em 10 de setembro de 1976, Guga é um caso a parte no mundo do esporte. Carismático, tornou-se ídolo e símbolo maior da "gugamania" que se instalou no Brasil. Kuerten começou no tênis aos seis anos de idade. Foi vice-campeão do Orange Bowl, mais importante torneio juvenil do mundo, e chegou a ser o 3º no ranking de simples e 2º em duplas. Além disso, foi campeão de Roland Garros na categoria duplas juvenil ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti.
Tornou-se profissional em 1995 e disputou sua primeira final de Challenger em Medelín, sendo derrotado pelo francês Jerome Golmard. No ano seguinte, celebrou seu primeiro troféu ao bater o espanhol Galo Blanco na decisão do Challenger de Campinas. Também ergueu seu primeiro ATP, nas duplas, em Santiago e ao lado de Fernando Meligeni.
Gustavo Kuerten construiu uma das carreiras esportivas mais sólidas do Brasil. Foram 20 títulos em 29 finais como profissional, incluindo três Abertos da França, um Master (de Lisboa, em 2000) e cinco Master Series (Monte Carlo, em 1999 e 2001, Roma, em 1999, Hamburgo, em 2001, e Cincinatti, em 2001). Ainda atingiu 358 vitórias em 553 partidas e R$ 14,8 milhões em premiações.
Fixou-se como o maior tenista sul-americano da história – foi o primeiro a acabar uma temporada como nº 1 do mundo (em 2000), conquistou títulos em 13 países distintos e virou um dos três únicos a arrebatar os principais torneios do Saibro: Roland Garros, Hamburgo, Roma e Monte Carlo.
E Guga também virou notável fora das quadras. Em 2004, recebeu prêmio da ATP como "Jogador Humanitário de 2003" (que já foi vencido até por Nelson Mandela) por suas boas ações. Ainda participou da campanha da Unicef em prol dos direitos infantis em 2005, recebeu a medalha da Cruz do Mérito em São Paulo - honraria concedida a um seleto grupo de cidadãos - e foi homenageado com selo oficial dos Correios.
Virou enredo de escola de samba em Florianópolis, levou da Unesco o prêmio de juventude e civilização em 2001, tornou-se presidente das ações de caridade da ATP e criou programa que ajudou crianças da APAE, foi "tricampeão" do Prêmio Laranja na França (98, 2002 e 2004) - concedido ao jogador mais simpático do circuito e que melhor atende à imprensa - e, para completar, fundou o Instituto Guga Kuerten, que auxilia o trabalho com deficientes físicos usando o esporte como forma de inclusão social.


