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Esportistas consagrados

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Hortência (1959)

A “Rainha Hortência” nasceu só Hortência de Fátima Marcari, em Potirendaba, no interior paulista. Veio ao mundo para brilhar em 23 de setembro de 1959 e assim o fez desde muito cedo. Com 14 anos, já jogava basquete pelo São Caetano. No Pan-Americano Juvenil de Nevada, nos Estados Unidos, em 1976 vestiu a camisa da seleção pela primeira vez. Tinha 17 anos. Era só o começo do que ainda estava por vir.

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Com 3.160 pontos em 127 jogos, Hortência é a maior cestinha da história da seleção brasileira feminina, com média de 24,9 pontos por jogo. Inscreveu, em 2002, seu nome no Hall da Fama, já aposentada das quadras onde formou, com Paula, a maior parceria da modalidade em todos os tempos. Arremessadora impecável, ela imortalizou seu gesto diante do garrafão nos lances livres: bola nas mãos, olho no aro, ombros para baixo e, antes da cesta, um grande assopro de alívio.  Quase sempre cesta.

No fim dos anos 70, Hortência começou a dar mostras de que seria uma jogadora de alto nível. Foi campeã sul-americana com o Brasil, em 1978 e 81, e quando seu esporte ainda engatinhava entre mulheres do País, conquistou o bronze no Pan em 83. Em clubes, também foi bicampeã continental, em 83 e 84. Nessa altura, tinha conquistas nacionais, estaduais e pela América do Sul, onde levou o basquete brasileiro a novo patamar.

A parceria com Magic Paula já estava constituída e daria grandes frutos à seleção. Hortência adquiriu fama de talentosa e também trabalhadora, obstinada por treinamentos que apuravam sua capacidade de arremessar perfeitamente, muitas vezes a partir das assistências de Paula, a primeira armadora. Em 1990, no auge, bateu recorde mundial com 121 cestas no mesmo jogo. Era mortal da linha de três.

Já tetracampeã sul-americana com o Brasil, Hortência ganhou o primeiro título do Pan em 1991, conquista super dimensionada por ter enfrentado adversários do quilate de Cuba e Estados Unidos. Em Havana, ela comandou as brasileiras e venceu dentro de território cubano, sendo ovacionada por ninguém menos que Fidel Castro.

Depois de participação ruim em Barcelona, com o sétimo lugar daquela Olimpíada, a seleção feminina se tornou ainda mais forte ao encontrar novos talentos, sobretudo Marta e a então muito jovem Janeth. Entre 1994 e 96, o Brasil impôs domínio com uma equipe que não só vencia, mas tinha compromisso com a beleza.  Na Austrália, Hortência comandou com média de quase 28 pontos por jogo e deu às mulheres brasileiras o primeiro título de um Mundial de Basquete. Foi batizada a Rainha Hortência.

O ouro olímpico ficou por um triz em 1996, mas a prata foi suficiente para completar a estante de troféus da casa da brasileira. Já com 37 anos, ela talvez tenha demorado a encontrar suas melhores companheiras. Fez 13 pontos por jogo em Atlanta, onde selou a despedida.  Hoje, é diretora da seleção brasileira de basquete feminino.  

Fonte:
Confederação Brasileira de Basquete  
Federação Internacional de Basquete

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