Esportistas consagrados
Relacionados
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- André Brasil (1984)
- Antônio Tenório (1970)
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- Daniel Dias (1988)
- Diego Hypólito (1986)
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- Ronaldo (1976)
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- Vanderlei Cordeiro de Lima (1969)
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- Zico (1953)
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Joaquim Cruz (1963)
Joaquim Cruz nasceu em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, em 12 de março de 1963, e foi justamente lá que começou sua vida esportiva.
- Joaquim Cruz se especializou nas corridas de fundo e conquistou duas medalhas olímpicas
Curiosamente, o futuro meio-fundista iniciou no esporte jogando basquete em uma unidade do Sesi, e logo demonstrou forte aptidão às corridas, principalmente por seu físico alto e esguio. Passou a se dedicar apenas às pistas de atletismo, virou promessa e quebrou o recorde mundial juvenil de 1m44s3 nos 800m durante a disputa do Troféu Brasil de Atletismo no Rio de Janeiro, em 1981.
Por esse resultado, o brasileiro foi presenteado com uma bolsa de estudos na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, fato que seria crucial para o desenvolvimento do atleta. Nos EUA, Joaquim venceu o campeonato colegial americano NCAA (a associação do esporte universitário dos Estados Unidos ) e abocanhou o bronze no campeonato mundial de atletismo em Helsinque, na Finlândia, em 1983.
Embalado, o corredor chegou aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, na temporada seguinte, como um dos favoritos e não decepcionou, ao superar nomes preferidos pela crítica, como dos britânicos Sebastian Coe e Steve Ovett, este ouro na Olimpíada de Moscou quatro anos antes e ainda recordista mundial dos 800m. Com uma atuação inesquecível na final, quando estabeleceu a marca de 1m43s e superou o antigo recorde dos Jogos, entrou para a história como o primeiro atleta do Brasil a vencer ouro olímpico em uma prova de pista.
O ouro olímpico o deixou em um patamar diferente no esporte. Por exemplo, foi eleito logo em janeiro como o "Desportista do Ano", em votação realizada 107 jornalistas e radialistas brasileiros, dos quais 98 escolheram Joaquim. Ainda em 1985, acabou apontado como o melhor atleta do Estado de Oregon, nos Estados Unidos.
Voltou às pistas olímpicas em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, durante disputa dos Jogos Pan-Americanos e depois de encarar dois anos de incertezas proporcionados por lesões. Faturou o ouro na prova de 1500m e ganhou moral extra para os Jogos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, onde levou para casa uma medalha de prata - estava prestes a repetir o ouro quando o queniano Paul Ereng o ultrapassou nos metros finais.
Posteriormente, Joaquim Cruz viu o dilema de encarar uma série de lesões e um problema no tendão de Aquiles, que o impediram de participar de diversas competições, como a Olimpíada de Barcelona, em 1992. Disputou o Pan-Americano de Mar del Plata, em 1995, e ganhou mais um ouro, na prova dos 1500m. Encerrou a carreira sendo o porta-bandeiras da delegação brasileira que foi a Atlanta disputar a Olimpíada.
Em 1999, foi homenageado pela revista de triatlo americana Competitor como uma legenda olímpica. A revista Isto É ainda o nomeou como um dos maiores atletas do Brasil no século XX, e saiu em selos comemorativos de outros dois países: Paraguai e Costa do Marfim. Com sete recordes brasileiros e sul-americanos quebrados, além da honra de ter sido o primeiro brasileiro a vencer uma competição no torneio universitário dos EUA, Joaquim Cruz deixou as pistas com a sensação do dever cumprido.


