Esportistas consagrados
Relacionados
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- Aurélio Miguel (1964)
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- Sarah Menezes (1990)
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- Torben Grael (1960)
- Vanderlei Cordeiro de Lima (1969)
- Zagallo (1931)
- Zico (1953)
- Robson Caetano (1967)
Lars Grael (1964)
Lars Schmidt Grael tem o sobrenome que vem à mente quando se lembra de vela. Mérito também de seu irmão mais velho, Torben Grael, mas também de Lars. Curiosamente, porém, foi da família Schmidt que veio o interesse por velejar. Preben Schmidt, bisavô dos irmãos famosos, chegou da Dinamarca ao Rio de Janeiro no começo do século XX e descobriu a modalidade. Passá-la adiante foi questão de tempo.
- Além de duas medalhas olímpicas, Lars Grael tem cinco títulos na América do Sul e outros 10 no Brasil
Ao se mudar para Brasília, ainda muito jovem, o paulista Lars Grael começou a participar de aulas de vela no Iate Clube. Foi onde começou a competir, com Optimist, Pinguim e, mais tarde, já em Niterói, com Snipe. Ao lado de Torben, ele foi bicampeão brasileiro e campeão mundial. Era evidente que surgia por ali um grande vencedor.
Como um jogador que procura a melhor posição em campo, Lars adequou suas características e obteve os melhores resultados quando trocou de classe e assumiu espaço pela Tornado, famosa pela velocidade de seu catamarã. Em sua primeira Olimpíada, Los Angeles (1984), terminou na sétima posição. Nascido em 1964, tinha apenas 20 anos. Mas no currículo constava um título mundial da Snipe, conquistado em Portugal.
Quatro anos mais tarde, em Seul, ele levou a medalha de bronze ao lado de Clinio Freitas, mas foi sétimo colocado em Barcelona (1992). O ciclo olímpico de Lars Grael se completaria, sem que ele soubesse, em Atlanta (1996). Com Kiko Pelicano, obteve seu segundo bronze. Nos Jogos dos Estados Unidos, o irmão Torben ainda levou seu primeiro ouro em uma Olimpíada. O segundo viria em Atenas-2004, sempre na classe Star.
Foi em setembro de 1998, em Vitória, Espírito Santo, que Lars acabou vítima de um acidente, no mar. Aguardando o início de uma prova em Camburi, no Espírito Santo, o medalhista olímpico acabou sendo atropelado por uma lancha. A hélice cortou a sua perna direita.
O fim da carreira veio de forma prematura, mas Lars Grael ainda conseguiu deixar uma galeria de conquistas absolutamente invejável. Além das duas medalhas olímpicas, venceu cinco títulos pela América do Sul e outros 10 pelo Brasil. Mesmo com uma prótese no lugar da perna amputada, ele continua na ativa e ainda sente o prazer de velejar. Em 2010, chegou a ser quarto lugar do ranking internacional da classe Star.
Politicamente engajado, Lars foi convidado a ocupar a Secretaria Nacional de Esportes em 1998, no Governo Federal, e a Secretaria Estadual da Juventude, Esportes e Lazer, em São Paulo. Hoje, integra o Conselho do Instituto Light, empresa de energia elétrica do Rio de Janeiro.
Fontes:
Site oficial
COB


