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Esportistas consagrados

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Maurren Maggi (1976)

Em tempos em que os atletas de alto rendimento explodem cada vez mais cedo, Maurren Maggi é uma exceção à regra. A ilustre filha de São Carlos, interior de São Paulo, disputou os primeiros Jogos Olímpicos da carreira já aos 24 anos, em Sidney.  Seu 25º lugar naquela competição não inspirava o surgimento de uma grande campeã, e os anos seguintes também não inspiravam tantas conquistas para ela no salto em distância, uma das provas do atletismo.

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Em 2003, de fato, Maurren estava no auge e tinha a maior marca do mundo. Com 7,06 m, parecia caminhar para uma participação de impacto na Olimpíada seguinte e ainda tinha pela frente os Jogos Pan-Americanos. Seu mundo caiu com o flagrante em exame antidoping por conta de clostebol, substância que ela alega ter entrado em seu organismo após uma sessão de depilação. Às vésperas do Pan, ela ainda perderia a chance de competir em Atenas.

Maurren sentiu o golpe. Foram dois anos quase sem treinamentos e de abandono ao esporte. Ela ainda se casou com o piloto Antonio Pizzonia e foi morar em Mônaco, na França. O fruto do relacionamento, que se encerraria tempos depois, foi a menina Sophia. Ela seria justamente o maior combustível da mãe para um retorno mais que aguardado em 2006, a dois anos da Olimpíada seguinte. 

“Eu achei que fosse experiente, madura, mas vi que eu não sabia nada. Consegui bons resultados rápido porque tive força de vontade e determinação. A volta foi dolorosa, tanto na parte física como mental. Mas pela Sophia, ela valeu", afirma sobre a filha. Assim como havia sido no Pan de 1999, quando levou o ouro e se apresentou, Maurren venceu diante de sua torcida, no Pan do Rio, em 2007, e ganhou confiança.

A força de Maurren, campeã do Troféu Brasil a dois meses da Olimpíada, foi levada até Pequim. Disposta a tudo para ganhar o ouro, ela saltou incríveis 7,04 m logo de cara e só precisou esperar os erros e tentativas frustradas das adversárias para comemorar um feito histórico não só para o Brasil, mas também para as mulheres brasileiras que, pela primeira vez, tiveram uma representante com ouro olímpico em provas individuais. Isso já aos 32 anos.

“Essa medalha não é só minha. Muita gente teve participação nessa conquista. Tenho certeza que ela será muito importante para o atletismo brasileiro, vamos conseguir muito mais daqui para frente”, escreveu em seu blog na noite da conquista em Pequim. A despeito de qualquer evolução, ela continua carregando a esperança de ouro olímpico para as mulheres do atletismo, a exemplo de Fabiana Murer.

 

Fontes:
Blog da Maurren
Federação Internacional de Atletismo

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