Esportistas consagrados
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Nelson Piquet (1952)
- Nelson Piquet foi o primeiro brasileiro tricampeão da Fórmula 1
Nelson Piquet Souto Maior nasceu em 17 de agosto de 1952. Filho de um ministro do governo brasileiro da época, adotou o sobrenome da mãe para driblar a desaprovação da família e conseguir se aventurar no automobilismo.
Passou a adotar o "Piket" para realizar suas corridas durante a adolescência e realizar seu sonho de ser piloto de automobilismo. A vontade do pai, praticante e fã de tênis, era ver o filho triunfar nas quadras de saibro, e por isso investia na carreira tenística do menino. Nelson se mostrava bom com a raquete e, aos 12 anos, virou um dos jovens mais promissores do país. Aos 16, viu seus pais o presentearem com uma bolsa de estudos na Califórnia.
Mas isso não seduziu o futuro tricampeão da Fórmula 1. Nelson retornou ao Brasil, foi morar em Brasília e lá estouraria de vez no mundo das pistas. Empolgado com o sucesso do compatriota Emerson Fittipaldi, foi bicampeão brasileiro de kart em 1971 e 72 e mais uma vez passou por cima da vontade da família, que ainda usaram da artimanha de enviá-lo à Universidade para livrá-lo da ideia de ser piloto. A tentativa duraria pouco: um ano. Tempo suficiente para vender seu próprio carro, comprar um Fórmula Vee e se tornar campeão nacional em 1977.
A partir daí, viu a carreira crescer de forma meteórica. Disputou a Fórmula 3 britânica, brilhou e foi parar na principal categoria do automobilismo mundial já no ano seguinte, quando fez testes com uma McLaren e estreou de fato com um veículo da Ensign. Em 1979, recebeu convite de Bernie Ecclestone, então chefe da equipe Brabham, para substituir ninguém menos que Niki Lauda (então bicampeão da categoria). Dois anos depois, sagrou-se campeão mundial da Fórmula 1 com uma irretocável campanha.
Entretanto, foi prejudicado por um motor ruim de seu carro e só venceu uma vez, naquela que é considerada a maior corrida de sua carreira. Ao longo de todo o GP do Canadá, Nelson Piquet ficou com um radiador de óleo em seus pés, com temperatura que beirava os 100ºC e o fazia gritar de dor. Em 1983, reencontrou o caminho do título e, com um motor mais consistente, venceu a batalha árdua contra o rival Alain Prost e celebrou o bicampeonato Mundial.
Deixou a equipe de Bernie Eclestone na temporada de 1986, quando se aventurou pela Williams-Honda. No entanto, suas desavenças com o companheiro Nigel Mansell facilitaram o título do rival Alain Prost, vencido apenas na última corrida do ano. O duelo Mansell x Piquet continuou em 1987, quando ambos disputaram o caneco prova após prova. O brasileiro venceu a “batalha”, faturando seu terceiro troféu de Fórmula 1 e sagrando-se tricampeão mundial.
Deixou a escuderia em 1988 e seguiu para a Lotus, e viu a carreira sofrer um declínio. Passou algumas temporadas na equipe até ir defender a Benetton, mas não conseguiu somar mais muitas vitórias. Encerrou sua passagem pela Fórmula 1 no final de 1991, próximo dos 40 anos, mas não foi capaz de permanecer muito tempo longe do automobilismo. Se aventurou nas qualificatórias para a Indy 500, em Indianápolis, até sofrer o pior acidente de sua vida que o deixou com diversas fraturas. Acabou forçado a largar a velocidade. Nelson Piquet deixou as pistas, mas entrou para a história como um dos mais vitoriosos e emblemáticos pilotos de todos os tempos.


