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Esportistas consagrados

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Oscar (1958)

O time de basquete dos Estados Unidos jamais havia sido derrotado em seu próprio território e nunca, em toda sua história, havia sofrido mais de 100 pontos. E a equipe representada pelo que de melhor existia entre os universitários norte-americanos de 1987 tinha a simples missão de confirmar o favoritismo contra o Brasil na decisão dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. Foi quando a estrela de um homem brilhou e comandou a heroica vitória da seleção verde e amarela por 120 a 115. O homem em questão? Era ninguém menos que Oscar Schmidt, o "Mão Santa", que viraria a maior legenda do esporte no País.

Sérgio Savarese Maior jogador de basquete do País, Oscar marcou 4.408 pontos pela Seleção Brasileira Ampliar
  • Maior jogador de basquete do País, Oscar marcou 4.408 pontos pela Seleção Brasileira

Natural de Natal (RN) e nascido no dia 16 de fevereiro de 1958, o menino Oscar começou cedo no basquete. Foi aos 13 anos, em Brasília (DF), já medindo 1,85m, que virariam 2,05m com o passar do tempo. Iria para São Paulo, passaria por Palmeiras, seleção juvenil de basquete, seleção principal - onde foi campeão sul-americano, bronze no mundial das Filipinas e quinto lugar na Olimpíada de Moscou -, Sirio, clube em que venceria o mundial interclubes (Copa William Jones), e América-RJ.

Tudo isso antes de defender o italiano Caserta. Foram 11 temporadas no país europeu (três pelo Pavia) e 13957 pontos na liga nacional, com recorde de 66 em um único duelo: contra o Fernet Branca. Depois, passou pelo espanhol Forum, de Valladollid, antes de chegar ao Corinthians, em 1995, onde venceu seu oitavo título brasileiro. Defendeu ainda o Barueri/Bandeirantes, time em que atingiu a incrível marca de 40 mil pontos. Foi parar no Flamengo, e viveu a emoção de atuar ao lado do próprio filho Felipe em 10 partidas. Encerrou a carreira na equipe rubro-negra, aos 45 anos de idade.

Seu sucesso lhe rendeu até um convite para atuar na NBA pelo New Jersey Nets, em meados dos anos 80, mas Oscar rejeitou a milionária liga norte-americana, pois viraria profissional e, sem a condição de amador, não poderia mais defender a Seleção Brasileira. Por ela, marcou 4408 pontos ao longo dos anos, sendo 169 deles na Olimpíada de Los Angeles, em 84, numeração que não conseguiu evitar um fraco nono lugar na classificação geral. Nos Jogos Olímpicos, aliás, o “Mão Santa” ainda participou mais três vezes.

Na primeira, em 1988, levou o País ao quinto lugar, ao marcar 338 pontos e tendo estabelecido o recorde de maior número em uma única partida olímpica: 55. O atleta ainda quebrou outras 10 marcas: média de pontos, mais pontos em uma única Olimpíada, mais cestas de três pontos no total e em um único jogo, mais cestas de dois pontos no torneio e em um duelo, mais lances livres em certame e em somente um confronto. Na segunda, foi novamente cestinha em Barcelona, e, na última, em Atlanta 1996, igualou o recorde de participações olímpicas e estabeleceu a marca absoluta de pontos totais nos Jogos - 1093.

Ao todo, contabilizando torneios amadores e profissionais, Oscar foi 68 vezes cestinha e conquistou 46 títulos, em 66 finais disputadas. Foram ainda inigualáveis 49.737 pontos marcados em 1.615 jogos, com média de 30,7 por partida, além de 27 recordes quebrados ao longo da carreira. Após encerrá-la, o "Mão Santa" ainda arriscou-se como dirigente e levantou troféus por Barueri e Telemar. É por essas e por todas que Oscar é – e sempre será – uma legenda do basquete mundial.

Fontes:
Site Oficial
Federação Internacional de Basquete (conteúdo em inglês)

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