Esportistas consagrados
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Paula (1962)
Fiel escudeira de Hortência, de quem tantas vezes roubou a cena por também ter um intenso brilho próprio, Magic Paula ajudou a formar a que foi e continua sendo a principal geração da história da seleção feminina de basquete.
- Paula, ao lado de Hortência, ajudou a formar a principal geração da história da seleção feminina de basquete
Maria Paula Gonçalves da Silva não nasceu mágica, em 11 de março de 1962, mas ainda faria jogadas impossíveis. Natural de Osvaldo Cruz, cidade do interior de São Paulo, ela começou a arremessar de verdade a partir dos 10 anos, quando foi jogar no Clube das Bandeiras, de sua cidade. Já era fanática por todos os esportes, mas se descobriu apaixonada ao conhecer o basquete de verdade.
A precocidade foi a maior marca da melhor armadora da história do basquete brasileiro. Com 12 anos, Paula já morava na casa do treinador e jogava basquete entre adultos, em Assis. Ela descreve o período como difícil, mas ali estava sendo forjada uma extraclasse. Tanto que, aos 14 anos, recebeu a primeira convocação para a seleção brasileira principal.
A maioridade a partir dos 18 anos trouxe a Paula o primeiro grande contrato de sua vida. Em Piracicaba, ficaria por oito temporadas a serviço da Unimep, onde ainda se formou em educação física. Na mesma cidade, também atuou pelo BCN, e ainda jogou em Jundiaí. Caipira de nascimento, ela se formou e se transformou sempre no interior de São Paulo.
O sucesso da armadora já era uma realidade fora do país, ainda que a seleção feminina não conseguisse ganhar fora da América do Sul. Convidada por uma universidade dos EUA e também por um clube italiano, ela resolveu buscar espaço fora do país e assinou com o Tintoretto, da Espanha, em 1989. Foi vice-campeã nacional e superou a lesão nos ligamento cruzado anterior do joelho direito, a mais grave de sua carreira.
Paula voltou ao Brasil para entrar vez na galeria das grandes campeãs. Por seus passes inesperados, ela virou Magic Paula, espécie de Magic Johnson de saias. Já ao lado de Marta e Janeth, além é claro de Hortência, venceu o Pan de 1991, em Havana, Cuba. Fidel Castro, chateado com a derrota das cubanas na decisão, a intitulou de Bruxa.
O título provocou verdadeiro boom do basquete feminino, o que proporcionou a Paula e Hortência a primeira parceria em clubes de suas carreiras, a serviço da Ponte Preta, em 92. A dupla pareceu ficar ainda mais entrosada e amiga, o que resultou no primeiro título mundial, em 94. A conquista incluiu triunfos sobre EUA e China, esta na final. O capítulo seguinte, epílogo da geração, foi a medalha de prata em Atlanta, 1996, na vingança das americanas. Em 2000, aos 38 anos, Paula fez sua última magia e parou.
Com 2.537 pontos, só perde para Hortência como maior cestinha da seleção feminina. O Hall da Fama reconheceu o mérito e a incluiu, em 2006, entre as maiores de todos os tempos.


