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Esportistas consagrados

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Robson Caetano (1967)

O sucesso esportivo de Robson Caetano da Silva encontrou alguns obstáculos até acontecer, de fato, a partir de meados da década de 80. Carioca, ele nasceu em 4 de setembro de 1967, mas demorou a adquirir a disciplina necessária para um atleta de alto rendimento. A conquista da Copa do Mundo de 1985 nos 200m rasos, sua especialidade no atletismo, foi a prova de que o destino pode pregar peças.  

Durante sua adolescência, Robson chegou a abandonar o esporte para trabalhar como porteiro do prédio onde morava. Era considerado rebelde e despreocupado com os treinamentos, fato que só foi mudar quando John Shurman, então presidente da empresa Coca-Cola, adotou o corredor como seu atleta e até concedeu ajuda de custo. 

Robson Caetano era do Botafogo, mas nem sabia ainda ao certo o que

Ricardo Stuckert Além de atleta consagrado, Robson Caetano tornou-se apresentador, repórter e comentarista esportivo Ampliar
  • Além de atleta consagrado, Robson Caetano tornou-se apresentador, repórter e comentarista esportivo

 iria ser. Inspirado em João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, chegou a treinar saltos triplos. Por mais que, no fim da carreira tenha até se arriscado na São Silvestre, Robson descobriu que podia mesmo voar, mas sem sair do chão. Na primeira experiência nos 100m rasos, encontrou sua vocação. 

Hoje um comunicador requisitado por grandes mídias, o corredor entrou no prumo de verdade depois que, nos Jogos de Los Angeles, em 1984, foi banido da delegação brasileira. A fuga para uma noitada selou o corte de quem já era considerado promissor naquela época. Em 83, já havia composto a seleção que participou do Mundial de Helsinque. Na Copa de Canberra, dois anos depois, foi à forra com o ouro nos 200m. A repercussão foi enorme. 

Faltava brilhar em uma Olimpíada e Robson também teve esse mérito. Lado a lado com os melhores do mundo e com chances de conquista, levou o bronze em Seul-1988, sempre nos 200m – sua especialidade. Na Copa do Mundo de 1989, ganhou de novo em Barcelona, e também em Havana, 1992. No auge, chegou a ter a melhor marca da temporada em 89, com 19s96 nos 200m rasos. Hoje, duas décadas depois, o índice é de 19s19 e pertence ao jamaicano Usain Bolt. “Eram tempos mais difíceis”, crê o brasileiro. 

Já aos 28 anos, fechou sua história olímpica com nova façanha, agora a participação no revezamento 4x100m rasos, em Atlanta-1996. A equipe ainda tinha Arnaldo de Oliveira, Edson Luciano e André Domingos e conquistou um bronze naqueles Jogos. A medalha fechou o ciclo vitorioso em um raríssimo momento em que o atletismo brasileiro esteve entre os líderes das provas mais duras. 

Ao encerrar a carreira, Robson Caetano da Silva já estava longe de ser um atleta indisciplinado, e sua capacidade de expressão abriu espaço em outras mídias. Apresentador, comentarista e repórter, já passou por mais de três grandes emissoras.

Fontes:
Comitê Olímpico Brasileiro
Confederação Brasileira de Atletismo

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