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Esportistas consagrados

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Terezinha Guilhermina (1978)

Foram precisos 12 anos para que Terezinha Guilhermina realizasse o seu sonho de criança: ser a melhor do mundo. Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a velocista paraolímpica natural de Cuiabá (MT) trouxe para casa dois ouros que se juntaram a outros quatro dos Jogos de Atenas (2004) e Pequim (2008) e outras tantas medalhas que conquistou em Parapans e mundiais.

Terezinha começou tarde a carreira nas pistas de atletismo. No ano 2000, quando tinha 22 anos, encontrou no esporte o emprego que lhe foi negado durante o curso técnico de Administração e após sua formatura. Em Betim (MG), cidade em que morava na época, ela se inscreveu para integrar uma equipe paraolímpica. Como tinha um maiô, optou pela natação.

Comitê Paralímpico Brasileiro Atleta Terezinha Guilhermina vence a final dos 100m T11 no Olympic Stadium Ampliar
  • Atleta Terezinha Guilhermina vence a final dos 100m T11 no Olympic Stadium

A experiência dentro da água não durou nem um dia. A irmã emprestou um tênis e Terezinha escolheu uma modalidade em que sentia poder ir longe: o atletismo.

Portadora de retinite pigmentosa, doença hereditária que provoca a degeneração de retina, ela não encara sua cegueira total como obstáculo para competir. “O fato de ser deficiente não me impedia de ser uma profissional do esporte. Minha matéria-prima é o meu corpo então eu poderia ser uma profissional suficientemente boa, sem qualquer preconceito”, relembra a atleta.

Do início tardio até a consagração em Londres, Terezinha Guilhermina mostrou evolução ano a ano. Em Atenas, em 2004, conquistou sua primeira medalha paraolímpica, nos 400m da classificação funcional T12. Dois anos depois, no mundial da categoria, foi campeã dos 200m T11 e prata nos 100m T11 e 400m T12.

Em Pequim, nos Jogos Paralímpicos de 2008, Terezinha foi premiada com três medalhas, uma de cada metal, nas três provas em que é especialista. O ouro veio nos 200m T11, a prata nos 100m T11 e o bronze nos 400m T12.

O ano de 2011 foi especial para a atleta. Os quatro ouros no mundial da categoria realizado na Nova Zelândia, os recordes batidos e os três ouros no Paranpan de Guadalajara lhe renderam uma indicação ao Laureus, o principal prêmio do mundo esportivo. O vencedor foi o sul-africano Oscar Pistorius.

Mas o ano que, pelo menos por enquanto, ficará marcado na memória de Terezinha é 2012. “Desde Pequim, meu foco sempre foi Londres. Lá eu queria brilhar e foi lá que eu me realizei. Precisava mostrar que depois de todo aquele choro na China eu também sabia sorrir”. Na sede dos últimos Jogos Paralímpicos, a atleta bateu seu próprio recorde nos 100m T11 (12s01), levou duas medalhas de ouro para casa e se consolidou como a velocista com deficiência visual mais rápida do mundo. Ao todo, são três recordes mundiais e três recordes paraolímpicos.

Atleta-guia

O atletismo para deficientes visuais tem uma particularidade. Na classificação em que Terezinha compete e tem seus melhores resultados (a T11), ela recebe o apoio de um atleta guia. Atualmente, seu time, como ela gosta de ressaltar, é formado por ela e Guilherme Santana. “Eu preciso da presença de um guia para trabalhar a parte técnica e física. Tenho o melhor guia do mundo, ele vive as vitórias, os meus recordes, tempos e medalhas”, elogia. Essa cumplicidade pode ser notada em uma das cenas mais marcantes dos Jogos de Londres. Na final dos 400m T12, Guilherme Santana sentiu dores nas pernas e se jogou no chão para não comprometer as provas em que Terezinha tinha mais chances de medalha. Quando notou a desistência, a velocista repetiu o gesto e esperou seu guia para juntos terminarem a prova em último.

Fonte:
Comitê Paralímpico Internacional

 

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