Esportistas consagrados
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Vanderlei Cordeiro de Lima (1969)
A vida de Vanderlei Cordeiro de Lima é digna de um filme. Nascido no interior do Paraná em 4 de julho de 1969, o menino apelidado de Bodega ajudava a família em seu trabalho como boia-fria nas plantações de Tapira e tinha uma paixão em especial: correr. Quando seus parentes se juntavam para cuidar da colheita e desenvolver o trabalho na lavoura, o pequeno Vanderlei gostava de gastar seu tempo livre correndo pelas estradas de terra.
- Vanderlei Cordeiro de Lima é um dos cinco atletas do mundo que foram condecorados com a medalha Pierre de Coubertin
Não deu outra: despertou a atenção de Arnei César Moreira, seu professor de educação física, que o convocou para disputar competições de atletismo por sua escola. Aos 12 anos, venceu pela primeira vez, passou a treinar diariamente e não demorou a atingir sucesso nas competições regionais. Desembarcou no União Esportiva Funilense, em Campinas, em 1990, e conheceu o técnico Ricardo D´Angelo. Dois anos depois, ganhou notoriedade ao alcançar um quarto lugar na São Silvestre.
Daí em diante, passou a dominar o circuito. Venceu a maratona de Reims (França), foi prata e bronze em Berlim (Alemanha) e Tóquio (Japão), respectivamente, em 1994. Sagrou-se campeão Sul-Americano de Cross Country em Cali (Colômbia), em 1995, triunfou em Tóquio, em 1996, foi prata no Mundial de Revezamento de Copenhagen (Dinamarca) no mesmo ano, além de bronze na Copa do Mundo por Equipe em Atenas (Grécia) e vice em Dong-A (Coreia).
Faturou novo segundo lugar do pódio de Tóquio e foi quinto em Nova York, ambas em 1998, e levou ouro no Pan de Winnipeg e bronze em Fukuoka (Japão), em 1999. Levou bronze em Rotterdam (Holanda), prata em Beppu-Oita (Japão) e ouro em São Paulo, em 2000, 2001 e 2002, respectivamente.
Mesmo com todas essas conquistas, o episódio mais significativo da carreira de Vanderlei ocorreu em 2004, durante a Olimpíada de Atenas. O brasileiro liderava a maratona quando um padre irlandês invadiu a pista, o agarrou e o arrastou para fora do circuito, matando sua vantagem de 40 segundos ao longo do 36º quilômetro da prova.
O público ainda o ajudou a retornar, mas o ritmo já havia sido quebrado. O italiano Stefano Baldini e o americano Meb Keflezigh ultrapassaram Vanderlei e ficaram à sua frente no pódio. O bronze foi inédito e histórico para o Brasil, mas ficou com aquele gostinho de ouro. O atleta – que havia disputado os Jogos de Sidney sem sucesso - foi recebido como herói e campeão olímpico no Brasil.
O Comitê Olímpico Internacional ainda o concedeu a medalha Pierre de Coubertin, destinada aos atletas que demonstram espírito olímpico e grau de esportividade elevado, especialmente ao longo de adversidades inusitadas ocorridas ao longo dos Jogos.
Apenas outros quatro esportistas no mundo a conquistaram, o que torna o feito ainda mais significativo. Pelo episódio, ainda ganhou o III Prêmio Ernest Lluch, por sua conduta exemplar, e o Prêmio Brasil Olímpico, como forma de reconhecimento. Todas as honrarias lhe foram destinadas em 2004. Vanderlei não precisou do ouro olímpico para se eternizar. Seu bronze foi muito mais valioso.
Fontes:


