Esportistas consagrados
Relacionados
- Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001)
- Ádria Santos (1974)
- Ana Moser (1968)
- Adriana Behar (1969) e Shelda (1973)
- André Brasil (1984)
- Antônio Tenório (1970)
- Arthur Zanetti (1990)
- Aurélio Miguel (1964)
- Ayrton Senna (1960-1994)
- Bernardinho (1959)
- Cesar Cielo (1987)
- Clodoaldo Silva (1979)
- Daiane dos Santos (1983)
- Daniel Dias (1988)
- Diego Hypólito (1986)
- Éder Jofre (1936)
- Eliseu dos Santos (1976) e Dirceu Pinto (1980)
- Emanuel (1973) e Ricardo (1975)
- Emerson Fittipaldi (1946)
- Fabiana Murer (1981)
- Fernando Scherer (1974)
- Garrincha (1933-1983)
- Giba (1976)
- Guga (1976)
- Gustavo Borges (1972)
- Hortência (1959)
- Jacqueline Silva (1962) e Sandra Pires (1973)
- João do Pulo (1954 - 1999)
- Joaquim Cruz (1963)
- Lars Grael (1964)
- Luisa Parente (1973)
- Maria Lenk (1915 - 2007)
- Marta (1986)
- Maurren Maggi (1976)
- Nelson Piquet (1952)
- Odair Santos (1981)
- Oscar (1958)
- Paula (1962)
- Pelé (1940)
- Popó (1975)
- Robert Scheidt (1973)
- Ronaldo (1976)
- Sarah Menezes (1990)
- Terezinha Guilhermina (1978)
- Torben Grael (1960)
- Vanderlei Cordeiro de Lima (1969)
- Zagallo (1931)
- Zico (1953)
- Robson Caetano (1967)
Zico (1953)
Arthur Antunes Coimbra nasceu em Quintino, subúrbio do Rio de Janeiro, e tinha 14 anos quando foi apresentado ao treinador das divisões de base do Flamengo. Ao olhar o aspirante a atleta — em êxtase por estar ali, naquela hora, disputando vaga naquele time —, o treinador disse que não trabalhava com crianças. Pequeno, franzino, pernas finas, o adolescente aparentava menos idade e nada indicava que, tão frágil, pudesse jogar futebol.
- Maior ídolo da história do Flamengo, Zico marcou 703 gols como jogador profissional
Diante da recusa, o menino encolheu. Mas o radialista Celso Garcia, que o conhecera num campeonato de futebol de salão, argumentou, insistiu e, finalmente, Bria, o treinador, deu-lhe oportunidade nos dez minutos finais do jogo. O bastante para mostrar o que sabia: lances de boa técnica, um chute de força avassaladora e, daquelas pernas franzinas, o gol explodiu dando a vitória ao Flamengo. Admitido imediatamente, Zico estrearia no futebol profissional três anos depois — em 1970 — e se tornou um ídolo, do Flamengo, do Rio de Janeiro, do Brasil, do mundo.
Zico, o Galinho de Quintino, é o mesmo Jico do Japão. Entre os amantes do esporte de todo mundo é um nome que se diz com alegria. Tudo foi tão rápido na carreira de Zico que, visto de longe, parece fácil. Só parece. A preparação do atleta exigiu muita disciplina e paciência para seguir todos os tratamentos, desde a dieta especial, os exercícios para correção da postura, o penoso tempo na cadeira do dentista, mais todas as horas dedicadas aos exercícios programados para desenvolver os seus músculos e ainda os treinamentos como jogador.
Enfim, uma carga pesada de exigências. Mas, quando o futebol de Zico encantou torcedores e assustou adversários, um jornal europeu, tentando retratá-lo, chamou-o de a primeira descoberta biônica do futebol, o que foi repetido, muitas vezes, com sentido depreciativo.
Doeu, mas Zico suportou. Forte, ágil, bem desenvolvido, o corpo de Zico e a inteligência do seu futebol o tornaram tetracampeão do futebol brasileiro, campeão da Taça Libertadores da América e campeão mundial interclubes, reconhecido como o maior ídolo de todos os tempos do Flamengo, time com o qual foi vencedor em sete campeonatos cariocas e estaduais, mais nove taças Guanabara e dois torneios latino-americanos.
Interessado nas questões de saúde e trabalhistas do esporte profissional, no incremento da prática de esportes, participante, Zico foi secretário nacional de Esportes, além de se tornar ídolo popular, na Itália e no Japão. Em 20 anos de futebol profissional, marcou 703 gols.
Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)


