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Futebol feminino

Na esteira de sua principal jogadora, Marta, o futebol feminino do Brasil experimenta crescimento e se fortalece com sede de conquistas. Quarta colocada do Ranking da Fifa (em janeiro de 2012), a seleção brasileira é o maior exemplo desta ascensão, mas não o único.

Wilson Dias/ ABr Equipe de futebol feminino ganha medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro Ampliar
  • Equipe de futebol feminino ganha medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro

Confirmada para 2012, a Copa do Brasil de futebol feminino terá sua sexta edição seguida e se notabiliza por promover talentos, resgatar nomes importantes e movimentar a modalidade por cerca de três meses. “Para nós que observamos novas promessas para as seleções de base, é uma competição fundamental”, define Mozart Maragno, observador dos times mais jovens da seleção.

A necessidade de um calendário mais encorpado para o futebol feminino também é suprida pela Copa Libertadores. Desde 2009, a competição sul-americana busca fomentar a modalidade não só no Brasil, mas também em todo o continente. O Santos, bicampeão em 2009 e 2010, e o São José-SP, em 2011, asseguram às brasileiras a hegemonia do torneio.

Enquanto o cenário dos clubes cresce em busca de afirmação, a seleção também acumula desempenhos importantes em vários torneios. Nas duas edições mais recentes dos Jogos Olímpicos, em 2004 e 2008, o Brasil ficou com o vice. Na Copa do Mundo, em 2007, também parou na final. Na última participação, na Alemanha em 2011, foi eliminada nas quartas de final pelos Estados Unidos, nos pênaltis, e deixou o torneio de forma invicta.

“A medalha de prata em 2004 representou a troca de identidade do futebol feminino brasileiro. A modalidade passou a ser vista com outros olhos”, define a meia Rosana, presente nas três últimas edições dos Jogos. “Em 2008, tínhamos totais condições de lutar pela medalha de ouro. Dessa vez, acho que sentimos o peso de que, no Brasil, realmente o segundo é o primeiro dos últimos”.

Rosana também se lembra de crescimento do futebol feminino em vários aspectos. “Há uma evolução maior dentro de campo, já que muitas atletas se tornaram mais maduras após essas conquistas. Fora de campo, no envolvimento da torcida, criação de escolinhas e presença da televisão”, conta a brasileira, que ressalva: “falta ser mais estruturada. Nos anos 90, tínhamos os principais clubes de camisa com contratos profissionais”.

O desempenho ascendente da seleção feminina em torneios internacionais tem a ver com a presença da maior jogadora do mundo. A atacante Marta, premiada como melhor jogadora do mundo pela Fifa em cinco temporadas consecutivas. Campeã da Libertadores com o Santos, brilhou na Europa como campeã da Liga dos Campeões, pelo Umea, da Suécia, e nos EUA, onde foi bicampeã nacional e principal destaque de Gold Pride e New York Flash.

Marta não é exemplo único de jogadoras brasileiras em destaque também no exterior. Rosana recentemente assinou com o Olympique Lyon, equipe francesa que é atual campeã europeia. A centroavante Cristiane, fiel escudeira de Marta, também brilha na Europa ao lado da lateral Fabiana. Elas jogam no Rossiyanka, tricampeão russo.

Fontes:
Confederação Brasileira de Futebol
Fifa

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