Modalidades
Judô
Foi nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, que o judô se consagrou como o esporte que mais garantiu medalhas para o Brasil na competição. Com o ouro de Sarah Menezes e os bronzes de Maira Aguiar, Felipe Kitadai e Rafael Silva, a seleção brasileira fez a sua melhor campanha nos Jogos e chegou ao total de 19 pódios olímpicos.
A história do judô no Brasil teve início por volta de 1922, quando o judoca Eisei Maeda, também conhecido como Conde de Koma, começou a fazer demonstrações públicas do esporte. A primeira aconteceu em Porto Alegre (RS). Depois passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Pará.
Em 1938, outro mestre, Riuzo Ogawa, fundou a Academia Ogawa e o esporte ganhou mais adeptos, que ajudaram a disseminar no Brasil a filosofia que prega a integração do corpo com a mente. Anos depois, em 1969, foi fundada a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), reconhecida por decreto em 1972.
Títulos
A primeira participação do judô brasileiro em Jogos Olímpicos aconteceu em 1972, em Munique, na Alemanha. Já na estreia veio o primeiro pódio, com o bronze do judoca Chiaki Ishii. Nas Olimpíadas de Los Angeles (Estados Unidos), em 1984, o País conquistou dois bronzes e uma prata, com Walter Carmona, Luís Onmura e Douglas Vieira, respectivamente. Nos Jogos de Seul (Coreia), em 1988, Aurélio Miguel levou o primeiro ouro brasileiro no esporte.
- Atleta Rafael Silva conquistou a quarta medalha do judô brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres
Em 1992, Rogério Sampaio se tornou o segundo judoca brasileiro a alcançar o lugar mais alto no pódio olímpico. Nos Jogos de Barcelona (Espanha) ele venceu na categoria Meio-Leve para até 65 quilos. “O apoio da CBJ, do Comitê Olímpico Brasileiro, dos meus professores e da minha família foi essencial para o meu desempenho naquela Olimpíada. Participar dos Jogos é o sonho de qualquer atleta e comigo não foi diferente”, diz.
Mesmo com boas campanhas, o esporte passou por um difícil período entre as décadas de 1980 e 1990, quando a direção da CBJ e atletas olímpicos tiveram divergências. Mesmo assim, o judô brasileiro não deixou de ganhar medalhas em Olimpíadas. Nos Jogos de Atlanta-1996, Aurélio Miguel levou uma prata e Henrique Guimarães, um bronze. Já em Sydney-2000, foi a vez de Tiago Camilo e Carlos Honorato, que trouxeram para o Brasil uma medalha de prata cada.
Quando Paulo Wanderley assumiu a Confederação Brasileira de Judô em 2001, com apoio de esportistas e dirigentes, seu foco se voltou para a estruturação da equipe. A seleção brasileira continuou sua trajetória vitoriosa nos Jogos de Atenas-2004, quando Flávio Canto e Leandro Guilheiro conquistaram dois bronzes.
Em 2005, Sarah Menezes, então com 14 anos, foi campeã Sul-Americana e João Derly conquistou o primeiro título mundial. Desde então a CBJ passou a investir em eventos nacionais por todo o País, com o objetivo de descentralizar o esporte. Também naquele ano a técnica Rosicleia Campos chegou à equipe e impulsionou o crescimento do time feminino. Um dos resultados aconteceu nos Jogos de Pequim, em 2008, quando Ketleyn Quadros se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica (bronze) num esporte individual. No mesmo evento, Leandro Guilheiro e Tiago Camilo levaram bronze.
Após as Olimpíadas de Pequim, a Federação Internacional de Judô anunciou a criação de um Circuito Mundial de quatro anos de preparação para Londres 2012. No total, 144 atletas brasileiros disputaram mais de três mil lutas e conquistaram 409 medalhas internacionais neste período.
No Mundial de 2011, Leandro Guilheiro e Mayra Aguiar se tornaram líderes de suas categorias no ranking mundial, e em 2012, as quatro medalhas conquistadas mostraram que o judô no Brasil só tem a crescer para as competições futuras.
Fontes:
Confederação Brasileira de Judô
Comitê Olímpico Brasileiro


