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Modalidades

Natação

Uma das modalidades mais antigas do mundo, a natação é considerada um dos esportes nobres dos Jogos Olímpicos. No Brasil, a sua prática com finalidade de competição começou no Rio de Janeiro, no fim do século XIX.

Na primeira participação brasileira nos Jogos Olímpicos, em 1920, na Antuérpia, o Brasil competiu com cinco atletas as provas de natação. Orlando Amêndola, João Jório, Abrahão Saliture, Adhemar Ferreira Serpa e Angelo Gammaro foram os representantes neste e também em outros esportes.

Rubens Chiri/ Acervo do Estado de SP Conquistas da década de 1990 ajudaram a formar geração promissora Ampliar
  • Conquistas da década de 1990 ajudaram a formar geração promissora

Em 1932, Maria Lenk tornou-se a primeira atleta sul-americana a disputar uma Olimpíada. Aos 17 anos ela nadou as provas de 100m livre, 100m costa e 200m peito nos Jogos realizados em Los Angeles, nos Estados Unidos.  Ela foi a única mulher de uma delegação composta por 82 atletas. Seu pioneirismo ficou marcado na história do esporte nacional. Hoje a principal competição de natação nacional leva o seu nome: Trofeu Maria Lenk.

O primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica foi Tetsuo Okamoto. Em 1952, na Suécia, ele faturou a medalha de bronze na prova dos 1.500m livre.  O feito ainda foi repetido por Manuel dos Santos Junior, em 1960, e o quarteto do revezamento 4x200m livre formado por Cyro Delgado, Djan Madruga, Jorge Fernandes e Marcus Mattioli em 1980.

O Brasil subiu um degrau no pódio olímpico em 1984, quando a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, recebeu a competição pela segunda vez. Ricardo Prado, que dois anos antes havia levado o ouro e batido o recorde mundial dos 400m medley (prova em que o atleta nada os quatro estilos do esporte: borboleta, costas, peito e crawl), ficou com a medalha de prata, a pouco menos de um segundo atrás do primeiro colocado.

A partir da década de 1990, o Brasil começou a ganhar mais destaque nas competições internacionais. Gustavo Borges é o grande nome desta geração. Prata e bronze nos 100m livre de Barcelona (92) e Atlanta (96), respectivamente, ele ainda participou da equipe de revezamento 4x100 m livre que ficou com o terceiro lugar em Sydney (em 2000). Outro atleta de destaque no período é Fernando Scherer, o Xuxa, com dois bronzes olímpicos.

O bom desempenho nos Jogos Olímpicos e nos mundiais resultou em maior exposição na mídia. Com patrocínio, a confederação e os atletas puderam se aperfeiçoar e passar a viver apenas do esporte. E os resultados começaram a surgir.

A seleção feminina deixou de ser apenas figurante e passou a participar de mais finais. Em 2009, Poliana Okimoto faturou a medalha de bronze no mundial disputando os 5km da maratona aquática. Dois anos mais tarde, Ana Marcela Cunha conquistou a primeira medalha dourada das mulheres brasileiras em um mundial, também na Maratona Aquática, mas na prova dos 25km.

O time masculino viu surgir novos talentos e novas medalhas. Cesar Cielo é o grande nome desta nova geração. Nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, ele foi o brasileiro com o maior número de medalhas: uma de bronze nos 100m livre e o inédito ouro para a modalidade nos 50m livre. De quebra, ainda bateu o recorde olímpico da prova que foi o campeão. Já nas Olimpíadas de Londres, em 2012, garantiu o bronze para o Brasil, nos 50m livre.

Em 2009 e 2011 novas conquistas, desta vez no mundial. Cielo é bicampeão mundial dos 50m livre e também tem na parede de casa o mesmo tom de medalha nos 100m livre e 50m borboleta.

Outros destaques da geração são Thiago Pereira e Felipe França. O primeiro ganhou destaque nos Pan-Americanos de 2007 e 2011. Ao todo ele possui 11 medalhas de ouro, duas de prata e outras duas de bronze nesta competição, em diferentes provas. A primeira medalha em jogos olímpicos veio em Londres. Ele superou o fenômeno norte-americano, Michael Phelps, e subiu ao pódio para receber a prata, nos 400m medley. Já Felipe França foi prata nos 50m peito no Mundial de 2009 e ouro dois anos depois na mesma prova.

Fontes:
CBDA 

Fina

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