Invasão francesa
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Brasil à francesa
Um dossiê com cara de filme de aventura
Sequência I
Século XVI. Entre comerciantes e navegadores, o litoral brasileiro pulula de embarcações. Algumas, hasteando a flor-de-lis, mostram-se particularmente interessadas nas riquezas da terra, indiferentes aos direitos que sobre ela reivindicam os reis de Portugal. A França tenta se tornar Antártica e Equinocial, mas as duas experiências têm vida breve. Disputas teológicas e armas lusitanas levam à saída dos “invasores” (será que os nativos pensam assim?), e a Guanabara e o Maranhão voltam a falar só a língua de Camões.
Sequência II
Anos se passaram. No trono de Versalhes, sentam-se agora os Luíses, o XIV e o XV. Mas o Brasil continua vivo no imaginário francês, e multiplicam-se as cartas reais autorizando corsários a pilhar portos e cidades. Se Duclerc fracassa, Duguay-Trouin volta para casa com os bolsos recheados de cruzados em ouro. Por fim, o projeto mais ambicioso: ocupação do Rio de Janeiro e a criação de um vice-reinado no Brasil. Grandes preparativos, mas a esquadra de d’Estaing nunca sairá da Europa.
Sequência III (com direito a flashback)
Alienígenas na terra de Voltaire. Não são ETs, e sim franceses cujos antepassados nasceram nas Américas, mais precisamente na terra brasilis. Da Normandia à Provença, muitos reivindicam hoje sua descendência de índios para lá transportados no passado. As pegadas remontam até aquele que seria (mentira ou verdade?) o primeiro brasileiro que viu os céus da França: Essomeriq, no ano de 1505.
Happy end
Depois de representar por séculos uma ameaça para nosso litoral, a tecnologia naval francesa agora poderá ser usada para sua defesa, quando for assinado o acordo com Paris para a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro. Será que Sarkozy tem algum antepassado...tupi?
(RHBN. Nº 49. Outubro 2009. P. 18)


