Meio de transporte
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Carros
O meio de transporte mais utilizado atualmente pelos turistas no Brasil é o carro. Seja em veículos próprios ou alugados, o País fornece inúmeras opções ao viajante. São mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas federais, sendo que a maior parte está na região Sudeste, com cerca de 500 mil quilômetros. Uma das principais rodovias federais – e mais longa – é a BR-101, que liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul e corta três regiões brasileiras.
Ações de melhoria da infraestrutura e da qualidade das estradas brasileiras (inclusive por questão de segurança) são necessárias devido ao movimento constante e às frequentes superlotações em feriados prolongados.
O Brasil tem hoje 66 mil quilômetros de estradas federais asfaltadas, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em relação às estradas federais concedidas, 100% são asfaltadas. Do total, 4.763,5 km estão sob concessão de empresas privadas, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) tem como meta a construção de quase oito mil quilômetros de rodovias a manutenção de outros 55 mil quilômetros. Serão disponibilizados recursos para compras de equipamento para auxiliar na recuperação das estradas do interior do Brasil.
Planejamento
A ferramenta Conhecendo o Brasil traz as diversas regiões turísticas do País e que podem ser conhecidas de carro (próprio ou alugado). São muitas as possibilidades de roteiros, basta conciliar tempo, dinheiro e vontade de conhecer o País.
O turista que deseja conhecer alguma região do Nordeste pode utilizar o carro para, por exemplo, conhecer as cidades de Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN) pode fazer o trajeto de carro e aproveitar as atrações que surgem ao longo da BR-101. A distância total entre as três cidades é de aproximadamente 315 km.
Outro trajeto que pode ser feito de carro é a região sul de Minas Gerais. A cidade de Pouso Alegre, localizada na intersecção das rodovias BR-459 (Juscelino Kubitschek de Oliveira) e BR-381 (Fernão Dias), pode servir de ponto de partida para viagens até Poços de Caldas, o Circuito das Malhas, o Circuito Serras Verdes do Sul de Minas e o Circuito Caminhos do Sul de Minas. A região oferece diferentes atrações para os visitantes: desde quem procura pelo turismo de aventura a quem deseja realizar compras de artesanatos e roupas.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) também disponibiliza em seu site a ferramenta Rotas das Cidades em que é possível verificar a condição das rodovias de suas viagens, a previsão do tempo e o preço de combustível nos postos de abastecimento ao longo das rodovias que serão utilizadas. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias traz um mapa com todas as rodovias pedagiadas e o valor cobrado em cada praça.
Mas antes de botar o carro na estrada é preciso ficar atento com a documentação do motorista e do veículo. Confira a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e faça revisão completa do carro nos itens hidráulicos, mecânicos e equipamentos de segurança. Além disso, separe o dinheiro para o pagamento de pedágio.
A administração e a manutenção das estradas federais são de responsabilidade do DNIT. A ANTT fiscaliza as concessionárias que administram as rodovias federais pedagiadas (trechos concedidos). Já as rodovias estaduais estão sob supervisão dos Departamentos de Estradas de Rodagem (DER), subordinados ao governo estadual de cada unidade da federação.
Trilhas Off-Road
Existem no Brasil diversos lugares e paisagens naturais que não podem ser visitados por avião, ônibus ou carro de passeio. Por isso, entra em cena o veículo 4x4, a principal opção ao turista que busca atrativos naturais, povoados, concentrações mais selvagens. Esse tipo de transporte ajuda a atravessar caminhos de terra, lama ou areia, e até terrenos mais esburacados ou forrados por pedras. É o chamado turismo off-road (fora de estrada, em tradução livre). Os passeios podem durar um dia inteiro ou semanas, de acordo com o trajeto em questão.
A segurança deve ser garantida por pilotos contratados pelas próprias operadoras de turismo, o que torna possível a participação de idosos, crianças e deficientes físicos, desde que exista uma equipe de suporte para auxiliá-los. Jipes adaptados também podem ser conduzidos por motoristas que possuem mobilidade reduzida.
O turista também pode realizar a trilha por contra própria, desde que conheça bem o funcionamento de seu veículo. Existem cursos para mecânica e condução de veículos 4x4, e até comboios organizados por agências de turismo.
Se o viajante ainda optar pelo bugue ao tradicional 4x4, existem ofertas de passeios principalmente na região Nordeste. Pelas praias, as operadoras fornecem programas de até um dia de duração acompanhados de perto por um motorista profissional. Esse, aliás, virou programa turístico obrigatório na região, especialmente pelo bugue ser um veículo leve e que costuma de adaptar muito bem em áreas arenosas, além de poder ser utilizado em explorações de trilhas e passeios urbanos.
A Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) recomenda que sejam levados para tais viagens alguns equipamentos de segurança, como cabo para reboque, cinto de segurança de três pontos, caixa de ferramentas, macaco e base para macaco para passeios de bugue, e ainda pneus reservas, guincho, quebra mato, snorkel, GPS, macaco mecânico, rádio e caixa de ferramentas para os 4x4.
São inúmeros os locais adequados para a prática do turismo off-road. A Abeta indica este catálogo para informações sobre atividades de aventuras no Brasil. Há ainda dicas de segurança para esses tipos de passeio.


