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Turismo

Linha especial de R$ 1 bi é marco histórico para setor hoteleiro

publicado: 27/01/2010 17h14 última modificação: 28/07/2014 11h56

Brasília - Crédito para financiar reformas e construções do setor hoteleiro sempre foi um problema para os empresários do setor. A situação, porém, começa a mudar. O BNDES lançou a linha especial de crédito Pró-Copa Turismo, que financiará projetos de melhoria e aumento da capacidade hoteleira do País, com prazos inéditos, taxa de juros e garantias adequados às características dos negócios de hotéis, pousadas, albergues, entre outros meios de hospedagem.

A linha, no total de R$ 1 bilhão, visa adequar o setor hoteleiro às demandas e exigências da FIFA e do Comitê Olímpico Internacional (COI). Os detalhes sobre o acesso a esse novo crédito ainda estão sendo definidos pelo banco.

“Essa linha de crédito é um marco histórico para o setor, pois resolve as dificuldades que tínhamos até então, especialmente em relação à carência, prazos e garantias exigidos pelos financiamentos. A burocracia, inclusive, será reduzida, de acordo com o BNDES”, comemora Alexandre Sampaio de Abreu, diretor financeiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e vice-presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes e Bares (FNHRB).

A ABIH participou das reuniões com o BNDES, intermediadas pelo Ministério do Turismo (Mtur), informa o dirigente das entidades hoteleiras. Foram cinco encontros, durante os quais a ABIH indicou os percalços que o setor hoteleiro enfrentava para captar crédito do sistema financeiro. “Solicitamos que a linha tivesse em torno de R$ 3 bilhões e, efetivamente, conseguimos R$ 1 bilhão”, revela. Esse valor deve atender as necessidades dos meios de hospedagem.

Alexandre aponta outros avanços do novo produto do banco. Antes, o BNDES só analisava projetos dos meios de hospedagem para financiamentos acima de R$ 5 milhões. Projetos com valores inferiores a R$ 3 milhões eram solicitados apenas junto aos agentes bancários privados, que trabalham com as linhas de crédito do BNDES.

Agora, empresários do setor poderão pleitear crédito diretamente ao banco para projetos a partir de R$ 3 milhões. Empréstimos inferiores a R$ 3 milhões continuarão a ser pleiteados via agentes bancários privados, que contam com volume de crédito do BNDES. Nesse caso, a análise de crédito será feita pelo banco privado, conforme os critérios de cada instituição financeira, que aprovará e definirá valores, prazos e riscos.

Os prazos para a amortização do financiamento aumentaram para 12 anos, no caso de obras de reforma e melhoria das instalações, e até 18 anos, quando se tratar da construção de novas unidades. “Antes o prazo era de 8 anos”, diz Alexandre.

O setor de hospedagem tem como característica a necessidade de prazos maiores para obter retorno dos investimentos, em comparação a outros setores industriais. “Oito anos era muito pouco para nós”, complementa.

Outra mudança bem-vinda e definida pelo BNDES é o fato do prédio do hotel ou pousada poder ser oferecido como garantia do financiamento. O limite dos empresários de hotelaria para o cartão BNDES também subiu de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, informa o diretor.

A questão ambiental tornou-se importante elemento da análise de concessão de crédito para os meios de hospedagem, que incentiva e beneficiará projetos voltados à eficiência energética e sustentabilidade. Desde que sejam certificados por entidades reconhecidas pelo Inmetro, poderão obter ampliação de prazos e créditos. Os prazos máximos de 12 e 18 anos, para reformas e construção, respectivamente, serão concedidos aos projetos que contemplarem, ainda, o uso racional da água e a gestão dos resíduos sólidos.

Juros

A taxa de juros da nova linha de crédito continuará sendo a mais baixa do mercado, segundo Alexandre. Nas operações diretas com o BNDES (ou acima de R$ 3 milhões), os juros para micro, pequena e média empresas devem ficar em torno de 6,9% a.a, e para as grandes empresas, pode chegar a 8,8 % a.a. “As parcelas serão calculadas a partir dessas taxas, somadas à TJLP e 1,2% do custo operacional”, esclarece o diretor da ABIH.

Empresas interessadas na nova linha de crédito devem encaminhar seus pedidos ao BNDES ou agentes financeiros, que trabalham com o produto, até o 31/12/2012.

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