Turismo
Mercado Central de Belo Horizonte (MG) já está no clima da Copa
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Fundado há quase 85 anos, o Mercado Central de Belo Horizonte (MG) se prepara para uma das principais missões de sua história. A meta é receber boa parte dos mais de 600 mil turistas, estrangeiros e brasileiros, esperados na cidade durante a Copa do Mundo. No local encontra-se de tudo, de casas lotéricas, bancos e agências de turismo a lojas de animais vivos, condimentos, temperos, artesanato, bares e restaurantes.
E para organizar e preparar os mais de 400 estabelecimentos, o mercado criou uma cartilha com orientações, como dicas de como receber e atender bem os visitantes, informações sobre os países que jogarão em Belo Horizonte e frases básicas para atendimento em inglês, espanhol e francês.
O superintendente de Administração, Luiz Carlos Braga, explica que o mercado investiu também na pintura do prédio e na decoração, com bandeiras dos 32 países participantes da Copa. Além disso, os turistas terão à disposição 15 totens com tradução de serviços nos idiomas dos países que estão na Copa, mapa do mercado, mapa de Belo Horizonte e opções de hospedagem e turismo.
“Esperamos que tudo esteja pronto já no próximo dia 5 de junho. Investimos cerca de R$ 250 mil e esperamos aumentar o movimento em até 15%. Além do movimento comercial, você ganha com a divulgação da imagem do mercado lá fora. O turista visita e quando volta para o seu país, recomenda o passeio de Belo Horizonte para quem vem visitar a cidade. A copa deixa, sim, um legado aqui para o mercado”.
Produtos típicos
Um dos lojistas mais otimistas com a chegada do Mundial é Penido Cócolo. O comércio dele é especialista em produtos fabricados em Minas Gerais. São 42 tipos de doces, 175 tipos de queijos e mais de 300 tipos de cachaças, tudo mineiro. O empresário está há seis anos no Mercado Central e espera aumentar as vendas nos meses de junho e julho. Na preparação para a copa, trocou o uniforme das atendentes por um caracterizado para o Mundial e triplicou o estoque de cachaça. Além disso, contratou uma intérprete poliglota e um violeiro, que começam a trabalhar já no primeiro dia de Copa. “A gente tem certeza que vai aumentar o movimento. A minha expectativa é de aumento de 100% no movimento na loja, tanto de turistas estrangeiros quanto de turista brasileiros”, afirma o empresário.
Kátia Tavares também investiu no pré-Copa. A loja de decoração de festas virou loja de decoração para a Copa do Mundo. Com um investimento de R$ 20 mil, diversificou os produtos e colocou à venda artigos como bandeiras, buzinas, enfeites para festa de aniversário e até cesta de café da manhã, tudo relacionado com as cores do Brasil e com a Copa. Ela conta que o movimento já aumentou em 40% e espera dobrar até o início da competição. “É uma oportunidade que a gente não pode perder. A Copa está no Brasil, o povo aqui ama futebol. O meu movimento já aumentou e eu espero aumentar ainda mais”.
O Mercado Central recebe cerca de 1,3 milhão de clientes por mês e está aberto todos os dias. Quem quiser fazer um passeio mais didático, pode agendar uma visita guiada, disponível para brasileiros e estrangeiros.
Belo Horizonte
Ela tem o charme e o jeitinho mineiro que o Brasil adora. BH, como é conhecida a capital de Minas Gerais e cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, é a terceira maior região metropolitana do País, com 4,8 milhões de habitantes. Fundada em 12 de dezembro de 1897, a capital mineira foi a primeira cidade planejada do País.
Belo Horizonte mantém um concurso anual para eleger os melhores bares em várias categorias. São 14 mil estabelecimentos dessa natureza, garantindo uma vida noturna bem agitada. O famoso tempero mineiro faz parte da cultura da cidade e atrai visitantes em busca de leitão à pururuca, tutu de feijão, vaca atolada (prato com costela de boi e mandioca), doces caseiros e outros sabores inesquecíveis. Belo Horizonte atende aos turistas com uma ótima rede de restaurantes de comida regional.
Entre seus pontos turísticos estão Mercado Central, Centro de Artesanato Mineiro (Ceart), Palácio das Artes, Circuito da Praça da Liberdade, Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha e o Instituto Inhotim.
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