Você está aqui: Página Inicial > Turismo > 2014 > 07 > Artesãos de Ipanema faturam até 50% mais com a Copa

Turismo

Artesãos de Ipanema faturam até 50% mais com a Copa

Rio de Janeiro

Feira de artesanato mais popular do Rio de Janeiro tem recebido muitos turistas estrangeiros durante o Mundial de futebol
por Portal Brasil publicado: 01/07/2014 12h28 última modificação: 01/07/2014 17h53
Divulgação/Portal da Copa Orlando Bezerra, 80 anos, experimenta um aumento de 50% nas vendas de suas pinturas

Orlando Bezerra, 80 anos, experimenta um aumento de 50% nas vendas de suas pinturas

Basta dar uma volta pela praça General Osório, no Rio de Janeiro, num domingo, para perceber: os turistas estrangeiros estão por toda a parte. Bom para os artesãos da Feira Hippie de Ipanema, bairro do Rio de Janeiro, que expõem e comercializam seus produtos toda semana no local. Alguns deles estão faturando até 50% mais do que o normal durante a Copa do Mundo.

É o caso do artesão Orlando Bezerra, de 80 anos. Ele pinta telas com temas típicos do Rio de Janeiro, como favelas coloridas. “É o que a gente mais vende. O pessoal gosta muito”, afirma ele, habitué da feira de Ipanema praticamente desde o seu início, em 1968. Seus quadros custam de R$ 100 a R$ 700 e ele tem vendido de todos um pouco. “Os mais baratos são os que mais saem, claro, mas mesmo os mais caros a gente vende mais fácil agora. Tenho vendido 50% mais do que o normal durante a Copa.”

Mesmo que a grande maioria dos artesãos não fale inglês ou qualquer outra língua, dão um jeito de se comunicar com a clientela. Todos andam com um bloco de papel e uma calculadora na mão. As ferramentas são fundamentais para informar o preço das peças e até calcular o valor na moeda do país dos turistas. 

O americano Fred Welsh veio de Los Angeles para passar 20 dias no Brasil durante a Copa do Mundo. Aprendeu a jogar futebol com seu pai, um militar reformado, na Alemanha e segue o esporte desde então. É seu terceiro Mundial – assistiu cinco partidas no estádio – e o que mais está gostando.

“A mídia americana pintou um quadro muito irreal da Copa do Mundo no Brasil. Quem lesse os jornais teria a certeza de que nada iria funcionar. Mas o Mundial foi muito bem organizado. Os estádios estão bonitos, há transporte público e a sensação de segurança é boa. As pessoas são muito amáveis e simpáticas, sempre dispostas a dar informações. Fico triste em pensar que alguns fanáticos por futebol podem ter desistido de vir ao Brasil por causa dessas notícias. Para mim foi uma Copa inesquecível no País do futebol”, disse o americano, que voltará para os Estados Unidos nesta semana.

Fred comprou uma tela com o calçadão de Copacabana pintado por R$ 100 depois de andar por toda a praça e admirar o trabalho de centenas de artesãos. “Sempre que viajo procuro comprar alguma obra de arte que tenha relação com o país que visito. Aqui o artesanato é muito bonito e em conta. Prefiro muito mais comprar uma tela dessas do que alguma coisa que tenha o logo da Fifa. Para mim é muito mais significativo sobre uma Copa do Mundo”, explica.   

Boa perspectiva

A expectativa dos artesãos é vender ainda mais até o final do evento. “O movimento da feira aumentou bastante nesses dias de Copa do Mundo. Mas a gente vê que muitos dos turistas estrangeiros que vem aqui ainda estão olhando, pesquisando, deixando para comprar depois com o dinheiro que sobrar. Acho que até o final da competição as vendas ainda vão melhorar”, acredita o artesão Pedro Paulo de Jesus, que vendeu a tela para Fred. 

A Feira Hippie de Ipanema funciona das 7h às 19h todos os domingos. Diversos ônibus de todas as regiões do Rio de Janeiro passam pela praça General Osório e o metrô tem uma estação ali. Os artesãos vendem roupas, bolsas, joias, tapeçaria, enfeites, quadros. Também há barracas de alimentos, como acarajés. Em dias de jogos da Copa do Mundo no Rio de Janeiro, os torcedores de diversos países têm se concentrado no local antes de partir para o Maracanã. 

Fonte:
Portal da Copa 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Ponte da Amizade completa 50 anos com tráfego normalizado
O tráfego na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) ao Paraguai, foi normalizado nesta sexta-feira (27), data em que o monumento completa 50 anos.
Vicente Neto fala sobre as oportunidades do Rio 2016
"Os Jogos Olímpicos são um evento com data para começar e acabar. O Brasil deve aproveitar a janela de oportunidades", disse o presidente da Embratur
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
O tráfego na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) ao Paraguai, foi normalizado nesta sexta-feira (27), data em que o monumento completa 50 anos.
Ponte da Amizade completa 50 anos com tráfego normalizado
"Os Jogos Olímpicos são um evento com data para começar e acabar. O Brasil deve aproveitar a janela de oportunidades", disse o presidente da Embratur
Vicente Neto fala sobre as oportunidades do Rio 2016
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens

Últimas imagens

Palácio Olímpio Campos, em Aracaju
Palácio Olímpio Campos, em Aracaju
Divulgação/Embratur
Presidente da Embratur diz que Jogos Olímpicos também vão promover o turismo interno, como aconteceu com a Copa de 2014
Presidente da Embratur diz que Jogos Olímpicos também vão promover o turismo interno, como aconteceu com a Copa de 2014
Divulgação/EBC
Chapada dos Veadeiros, no interior do Goiás, é considerada um dos lugares mais exóticos do País
Chapada dos Veadeiros, no interior do Goiás, é considerada um dos lugares mais exóticos do País
Divulgação/EBC
Os condutores estrangeiros estarão sujeitos às leis brasileiras e deverão portar sempre o documento de identificação e a carteira de motorista dentro da validade
Os condutores estrangeiros estarão sujeitos às leis brasileiras e deverão portar sempre o documento de identificação e a carteira de motorista dentro da validade
Divulgação/Sue Pizarro

Governo digital