Esporte
Centro de Mídia será inaugurado com coletiva de ministros e governador
Imprensa
O Centro Aberto de Mídia (CAM) João Saldanha abre as portas nesta segunda-feira (9) com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo; do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (SECOM), Thomas Traumann; e da ministra da Cultura, Marta Suplicy; do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
A coletiva de imprensa será a primeira a ser realizada no Centro. Vai acontecer nesta segunda-feira, às 15h, no CAM do Rio de Janeiro, localizado no Forte de Copacabana, no Posto 6.
As autoridades darão as boas-vindas aos jornalistas que trabalharão na cobertura da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e irão falar sobre os preparativos para a abertura oficial do Mundial, no dia 12. Na ocasião, estarão disponíveis os produtos editados pelo governo brasileiro para auxiliar a imprensa na cobertura do Mundial: a cartilha O Que Você Precisa Saber Sobre a Copa; o Guia do Jornalista; e o Banco de Pautas. Também estará disponível o Manual dos Jornalistas, preparado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
A entrevista coletiva será seguida de coquetel de boas-vindas aos jornalistas, oferecido pela Apex-Brasil, com a presença do presidente da entidade, Maurício Borges.
Serviço
Segunda-feira, 9 de junho, às 15h
Forte de Copacabana - Praça Coronel Eugênio Franco, 1 – Posto 6, Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
O credenciamento para a utilização dos Centros de Mídia deve ser feito no Portal da Copa
Recomenda-se aos profissionais de imprensa chegar com 30 minutos de antecedência para garantir o credenciamento.
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Centro Aberto de Mídia João Saldanha
João Alves Jobim Saldanha foi um dos principais nomes do futebol e do jornalismo brasileiros. Nasceu em 1917, em Alegrete, Rio Grande do Sul. Mudou-se para o Rio de Janeiro com 14 anos e logo a paixão pelo Botafogo o levou a fazer história pelo clube. Primeiro, por poucos anos, como jogador. Depois, em 1944, como diretor e então como técnico. Biografias afirmam que ele foi o responsável por mudar a trajetória do clube da Estrela Solitária: convenceu o então presidente do Botafogo a contratar Didi. A campanha de 1957 foi imbatível e o time sagrou-se campeão carioca, após um jejum de 9 anos.
Conhecido por sua personalidade extrovertida, Saldanha era um contador de histórias. Engraçadas, polêmicas, críticas, fantásticas: o “João Sem Medo” era o centro das atenções quando o assunto era futebol ou política. Foi militante do Partido Comunista Brasileiro, sempre atuante a favor ou contra o governo. Seu engajamento protagonizou um dos casos mais controversos da história da Seleção Brasileira: sua demissão do cargo de técnico do time que seria tricampeão no México, em 1970.
Um ano antes, Saldanha pegou um time desacreditado e abatido por críticas. Reuniu craques como Pelé, Tostão, Gérson e Rivelino e levou ânimo novo para a preparação para a Copa do Mundo do ano seguinte. No entanto, Mário Jorge Zagallo acabou sendo escolhido como comandante. Segundo o próprio João Saldanha, ele foi tirado do cargo por não convocar jogadores indicados pelo então presidente Garrastazu Médici.
Saldanha não abandonou o futebol após a experiência na Seleção. Foi um renomado comentarista esportivo, com atuação em rádio, jornal e TV. Frases antológicas sempre foram uma marca registrada, em crônicas ou roda de amigos. "Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria campeão”, ou "se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado” são bordões conhecidos até hoje por qualquer admirador de futebol.
Ele foi também um crítico de arte e cinema, gastrônomo e enólogo. Faleceu em Roma, Itália, em 1990.
Fonte:
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