Cultura
Independência da Bahia é tema de Conferência no Centro Aberto de Mídia
Grupos culturais de diversas cidades, somados às banda de fanfarras, soldados da Polícia Militar e das Forças Armadas Brasileiras, autoridades políticas e o povo em geral se reúnem, nesta quarta-feira (2), nas ruas do Centro Histórico de Salvador, para comemorar a mais importante data do calendário cívico local, o 2 de Julho, dia da Independência da Bahia, que completa 191 anos em 2014.
Para falar sobre o assunto, o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, irá conversar com os jornalistas, nesta terça-feira (1º), na Conferência sobre o Dois de Julho, às 10h, no Centro Aberto de Mídia da Bahia, localizado no Centro Cultural da Câmara Municipal, no Centro Histórico. A FGM é um órgão da Prefeitura de Salvador, responsável pela programação das comemorações do 2 de Julho.
As comemorações começam às 6h, com a Alvorada com queima de fogos no Largo da Lapinha, convidando a população para lembrar e celebrar a independência da Bahia do domínio de Portugal, em 1823. A partir das 8h é organizado o Cortejo Cívico, seguido do hasteamento das bandeiras. Às 9h30 começa o desfile que percorre os bairros da Lapinha, Centro Histórico, Praça Municipal e Campo Grande.
As ruas do Centro Antigo recebem decoração diferenciada e os moradores do circuito enfeitam as suas casas para receber a festa.
Também será realizada uma programação cultural no Campo Grande entre os dias 2 e 5 de julho, com o encontro de bandas filarmônicas, apresentação de orquestras, baile e feira de livro. Os eventos são abertos ao público.
Após a proclamação da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, pelo príncipe regente Dom Pedro, Portugal ainda tentou manter controle sobre o Brasil, aumentando sua influência nas províncias com maior contingente de lusos, a exemplo da Bahia.
A iniciativa causou reação dos baianos, que formaram uma tropa de resistência, o “Exército Libertador”, composto por milicianos, militares, negros e índios do Recôncavo e Ilha de Itaparica, regiões vizinhas a Salvador, dominada pelos portugueses. Derrotadas, as tropas portuguesas deixaram Salvador no dia 2 de julho de 1823.
Personagens – A festa da Independência da Bahia homenageia diversos personagens que foram importantes para a vitória brasileira. Seguem abaixo alguns exemplos:
General Labatut: Militar francês nomeado pelo imperador Dom Pedro I para reforçar as tropas brasileiras e fazer um cerco a Salvador, por terra e por mar.
Lord Cochrane: Conhecido por atuar na luta pela independência do Chile e do Peru, o escocês foi convidado por D. Pedro I a comandar o exército brasileiro, assim como General Labatut. Teve uma atuação vitoriosa e, em pouco mais de dois meses, os portugueses se renderam à independência da Bahia.
Maria Quitéria: Moradora da cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, fugiu de casa escondida do pai viúvo e, com a farda do cunhado, deu vida a “soldado Medeiros” que integrou o exército local.
Maria Felipa: Baiana, negra, natural da Ilha de Itaparica, comandou cerca de 40 mulheres na luta pela independência da Bahia. Segundo relatos históricos, o grupo liderado por ela foi responsável por queimar 42 embarcações portuguesas.
Joana Angélica: considerada primeira mártir na luta pela Independência Bahia, a freira se destacou pela bravura e coragem ao enfrentar tropas portuguesas dispostas a invadir o Convento da Lapa, localizado no Centro da cidade.
Símbolos: O povo brasileiro também é louvado no desfile, sendo representado por duas grandes esculturas que percorrem todo trajeto, que são o caboclo e a cabocla.
Caboclo: representa os donos da terra, que foram os soldados esfarrapados, os batalhões de índios, negros escravos e libertos, os sertanejos e a população voluntária que lutou pela independência. O monumento apresenta uma rica composição, com imagens de anjos, que anunciam a vitória dos brasileiros; armas que foram utilizadas pelo exercito local; o caboclo que, com sua lança, mata o dragão que simboliza os portugueses.
Cabocla: representa a índia Catarina Paraguassu, que nasceu na Bahia e, poucos anos após o descobrimento do Brasil, casou-se com o náufrago português Diogo Tavares, o Caramuru. É considerada mãe biológica de boa parte da nação brasileira e simboliza a miscigenação da sua população.
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