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Cidadania e Justiça

Brasileiro ignora Lei Seca e ainda dirige depois de beber

por POrtal Brasil publicado: 23/03/2010 12h07 última modificação: 28/07/2014 09h06

Ainda é alto o número de motoristas que dirigem embriagados. A conclusão é da última pesquisa divulgada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). O estudo também revela que as ações repressivas contra esse tipo de crime, como o teste do bafômetro, atingiram um baixo percentual de condutores.

“Apesar de 85% dos indivíduos entrevistados referirem ter bebido e dirigido nos últimos 12 meses, apenas 9,2% disseram ter sido parado alguma vez na vida para fazer o teste do bafômetro”, diz o relatório. Foram entrevistados 3,5 mil motoristas sobre o assunto.

Pelo menos 8 mil pessoas, entre motoristas de carro, moto, caminhão e de ônibus, além de vítimas de acidentes de trânsito e não condutores de veículos foram ouvidas, entre 2008 e 2009 nas rodovias federais que passam pelas capitais brasileiras.

A pesquisa “Estudo do Impacto do Uso de Bebidas Alcoólicas e outras Substâncias Psicoativas no Trânsito Brasileiro”, divulgada nesta segunda-feira (22), concentrou esforços em Porto Alegre (RS), onde os pesquisadores entrevistaram motoboys. O resultado foi preocupante: 75% afirmaram que usam álcool, cocaína ou maconha, ou têm transtornos de humor ou de conduta.

O consumo de álcool foi outro dado revelado. Ele é diferenciado entre os motoristas profissionais e os particulares. Os condutores de ônibus e caminhões evitam o consumo de álcool no dia que vão dirigir em proporção maior do que os motoristas amadores.

Os números mostram ainda que 32% das pessoas que morreram ao volante em Porto Alegre no período da pesquisa tinham presença de álcool no sangue. A maioria delas, 71%, era de homens.

Com base nos números obtidos em Porto Alegre, o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Flávio Pechansky, estima que a metade dos custos dos acidentes de trânsito estão relacionados àqueles envolvendo o uso de álcool. “Em Porto Alegre, os custos anuais com acidentes de trânsito são de R$ 66 milhões, e percebemos que a metade dos custos dos acidentes é relacionada ao álcool”, disse.

Fonte:
Agência Brasil e Senad

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Assunto(s): Justiça, Direitos humanos

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