Cidadania e Justiça
Mapeamento etnográfico pretende resgatar história quilombola
A partir de quarta-feira (2), o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) vai realizar um mapeamento etnográfico na região. O objetivo é resgatar a história de 21 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares em Alagoas.
O mapeamento se iniciou em 2008, abordando comunidades quilombolas não reconhecidas pela Fundação. O Iteral visitou cerca de 40 comunidades, sendo que 25 delas já foram reconhecidas e asseguraram o direito constitucional de propriedade sobre a terra.
"As 21 comunidades que iniciaremos a pesquisa esta semana foram reconhecidas entre os anos de 2005 e 2007, antes da participação do Iteral. Na época, o processo de certificação era feito de outra maneira. Apesar de certificadas, estas comunidades não possuem nenhum registro de sua história e de sua identidade", explicou Berenita Melo, gerente do núcleo de quilombolas.
Durante as visitas, serão coletadas informações referentes à história da localidade, saúde e saneamento, educação, organização social, relação com sujeitos externos, religião e atividades artísticas, entre outros. De acordo com Berenita, além de ouvir as lideranças de cada comunidade, também serão realizadas entrevistas com os mais velhos e com a juventude.
"O trabalho de campo não é fácil. Temos que provocar a fala. As pessoas não gostam de falar e ficam com medo de voltar a ser escravo. Precisamos chegar com alguém conhecido", disse a gerente.
O mapeamento tem previsão de término para agosto. O Iteral pretende reunir o material coletado em um livro, além de produzir um documentário sobre a luta quilombola pelo direito de ser agente da própria história.
Fonte:
Fundação Palmares
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