Cidadania e Justiça
Juizados de aeroportos já atenderam mais de 1,8 mil passageiros
Instalados há pouco mais de três semanas nos cinco maiores aeroportos do País, os juizados especiais fizeram cerca de 1,8 mil atendimentos a passageiros. Eles estão funcionando desde o último dia 23 nos aeroportos Antonio Carlos Jobim e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Juscelino Kubitschek, em Brasília. As principais reclamações dos usuários do transporte aéreo são atrasos dos voos e a perda de conexões.
De acordo com um balanço divulgado na última quarta-feira (11) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 61,5% das pessoas que buscaram atendimento só queriam informação. Já 38,4% registraram reclamações. Quase a metade delas acabou em acordo entre passageiro e companhia aérea.
A coordenadora dos juizados dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, Marcia Luiza Negretti, disse que a procura dos passageiros pelo serviço tem se mantido constante desde a abertura dos juizados. E afirmou também que essa demanda é menor que a verificada em 2007 e 2008, quando juizados foram instalados em aeroportos pela primeira vez.
Mesmo com número menor de queixas, Negretti defende a manutenção do atendimento. Para ela, a estrutura dos juizados pode, no futuro, ser desmontada. Porém, um posto para reclamações de passageiros tem que ser mantido até para a melhoria do serviço e a educação de passageiros. “Os juizados exercem uma pressão para o melhor atendimento das companhias aéreas. Também servem para mostrar aos consumidores que eles nem sempre têm razão.”
Fonte:
Agência Brasil
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