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Cidadania e Justiça

IBGE vai pesquisar como o brasileiro usa o tempo quando está em casa

por Portal Brasil publicado: 10/09/2010 10h39 última modificação: 28/07/2014 09h08

Investigar o que o brasileiro faz quando não está trabalhando será tarefa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de 2012. O objetivo é descobrir quem são as pessoas que se dedicam às atividades não remuneradas dentro de casa, conforme informou o presidente do instituto, Eduardo Pereira Nunes.
 
As pesquisas sobre como as pessoas gastam o tempo têm sido cada vez mais importantes na elaboração de políticas públicas para melhorar a qualidade de vida das mulheres, principalmente. Isso porque, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a carga de trabalho dentro de casa tem sobrecarregado mais a elas do que a eles.
 
"Investigaremos corresponsabilidades nas tarefas no ambiente doméstico. É mais do que homens ou mulheres discutindo quem vai lavar a louça. Precisamos saber o que a sociedade, as empresas e o Estado podem fazer", afirmou a ministra Nilcéa Freire em um seminário internacional nesta quinta-feira (9) sobre pesquisas acerca do uso do tempo.
 
A professora do Instituto de Economia, Geografia e Demografia do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Espanha, Maria Ángeles Duran lembrou, durante o seminário, que estudar o uso do tempo relacionado à questão de gênero ajudará os países a preparar gerações para cuidar dos mais velhos, trabalho que normalmente é feito pelas mulheres.
 
O recorte de gênero nas investigações sobre o uso do tempo deve ser inserido em levantamentos como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que voltará a campo em 2011, segundo o presidente do IBGE. No momento, o instituto faz uma pesquisa piloto em cinco estados para verificar qual a melhor estratégia para abordar o tema nas famílias.
 
O 2º Seminário Internacional sobre Pesquisas de Uso do Tempo - Aspectos Metodológicos se estende até  esta sexta-feira (10). O seminário é promovido pela SPM, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem).

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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Assunto(s): Justiça, Direitos humanos

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