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Cidadania e Justiça

Mais de 70 mil participam de manifestação contra intolerância religiosa no RJ

por Portal Brasil publicado: 20/09/2010 15h35 última modificação: 28/07/2014 09h08

Segundo a Polícia Militar, mais de 70 mil pessoas participaram de caminhada na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em defesa da liberdade religiosa. Grupos como Olodum e seis trios elétricos animaram a manifestação, que reuniu praticantes de várias religiões no último domingo (19).


Organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir) do Rio de Janeiro, a caminhada está em sua 3ª edição. De acordo com o interlocutor da instituição, Ivanir dos Santos, o grande destaque foi o aumento da participação de católicos e anglicanos no evento.


Segundo o bispo da Igreja Anglicana Celso Franco de Oliveira o número de manifestantes dessa corrente ainda é pequeno diante da quantidade de fiéis no Rio. Mesmo assim, a participação tem crescido a cada ano. “A Igreja Anglicana acredita que cada um de nós de uma subjetividade singular e como tal tem o direito de expressar sua fé como quiser. O importante é ser feliz”, disse.


Durante a caminhada, um grupo da Igreja Católica chamou atenção ao lembrar do episódio em que a imagem de uma santa foi depredada em um programa de TV da Igreja Universal do Reino de Deus, em 1995. Na época, os líderes religiosos da igreja pediram desculpas pelo fato.


Praticantes de wicca, hare krishnas, mulçumanos e ciganos também estavam presentes na manifestação, mas predominaram as religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. De acordo com Ivanir dos Santos, eles são as principais vítimas da intolerância.


“Não podemos deixar os setores intolerantes crescerem. Há mais de 30 anos, eles perseguem a umbanda e o candomblé. Se crescerem, não tenho dúvidas, chegarão a outros setores da população brasileira. Estamos defendendo a democracia”, afirmou.


Além de pedir o fim de atitudes “proselitista”, de maneira geral de grupos cristãos, os praticantes de umbanda da Tenda Espírita Cabloco Arranca-Toco, da Ilha do Governador, disseram que a manifestação é uma oportunidade de confraternização.


“Na nossa região tem várias igrejas e ninguém tem problema com ninguém”, afirmou o representante Antônio Manuel de Oliveira “Nossa dádiva é unir, conviver, porque Deus é um só, viemos aqui defender essa ideia.”

 

Fonte:
Agência Brasil

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Assunto(s): Justiça, Direitos humanos

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