Cidadania e Justiça
Rede de comunidades afro-rurais será formada em 4 países, inclusive no Brasil
Instituições brasileiras e organismos internacionais do Brasil, Equador, Colômbia e Panamá reforçaram, nesta semana, a intenção de formar, entre si, uma rede de articulação de políticas públicas para as comunidades afro-rurais. O projeto "Quilombo das Américas: articulação de comunidades afro-rurais" foi firmado oficialmente nesta semana, em cerimônia que ocorreu em Brasília. O lançamento oficial do projeto ocorrerá em um seminário está previsto para o mês de outubro deste ano.
Com a articulação em rede, o objetivo dos países é promover a soberania alimentar e ampliar o acesso aos direitos econômicos, sociais e culturais nestas comunidades. A previsão é de que cada parceiro contribuirá para o projeto de acordo com sua área de atuação.
As ações serão desenvolvidas nos quatro países. “Vamos mapear as ações voltadas para populações tradicionais, realizadas pelos países participantes”, disse o chefe da Embrapa Hortaliças, Celso Moretti. A empresa é uma das signatárias no projeto.
A execução será feita nos moldes do que é feito no Brasil com os quilombolas. A Embrapa, por exemplo, deve atuar promovendo oficinas sobre sistemas alimentares em comunidade quilombolas, da mesma forma como são realizadas atualmente em Pernambuco.
No Brasil, as entidades e órgãos que apoiam o projeto são a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial ( Seppir/PR), através da Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, por meio de seu Centro Nacional de Pesquisa em Hortaliças (Embrapa/CNPH). Também colaboram a Coordenação Nacional de Quilombos (CONAQ) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Além disso, o projeto terá o apoio dos seguintes organismos internacionais: Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
Fonte:
Embrapa e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















