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Cidadania e Justiça

Catador retratado no filme que concorre ao Oscar é parceiro do MDS

por Portal Brasil publicado: 25/02/2011 21h30 última modificação: 28/07/2014 14h56
Divulgação Cartaz do filme

Cartaz do filme

No filme "Lixo Extraordinário", que concorre, no dia 27 de fevereiro, ao Oscar de melhor documentário, o artista plástico Vik Muniz, através de painéis montados com lixo, conta a história de Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, que é catador e protagonista do filme. Um dos protagonistas de Lixo Extraordinário, que disputa o prêmio de melhor documentário da Academia de Hollywood, é Sebastião dos Santos. "Posso dizer com muita alegria que o MDS faz parte de todos os aspectos da minha vida", garante Tião, que, além de beneficiário do Bolsa Família e presidente da Cooperativa de Catadores de Gramacho, representa o Rio de Janeiro no Movimento Nacional dos Catadores e no Comitê Interministerial criado pelo Governo Federal para dar atenção a quem trabalha com a reciclagem. 

Tão extraordinário quanto o lixo é o trabalho de mais de 800 mil catadores em todo o Brasil. Foi pensando nas comoventes trajetórias de vida de uma classe considerada por muitos como "invisível" que o artista plástico Vik Muniz inspirou o filme Lixo extraordinário, que concorre, em 27 de fevereiro, ao Oscar de melhor documentário. 

Ao recontar diversas histórias de vida por meio de painéis montados com lixo, o artista apresenta Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, protagonista do filme. Representante da bancada fluminense no Movimento Nacional dos Catadores, Tião ocupa atualmente o posto de presidente da Cooperativa de Catadores de Gramacho, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, considerado um dos maiores lixões do planeta e onde foi rodado o filme. 

A história de Tião se cruza com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) muito antes dos minutos de fama nas telas de cinema. Em 2005, aos 26 anos, Tião conheceu o Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ciisc), orquestrado e monitorado pelo MDS. No Ciisc, o jovem catador aprendeu a importância da reciclagem e do trabalho da classe. 

"Devo muito ao MDS. Assim que comecei a me informar sobre as ações do ministério com os catadores, soube que tinha ganhado um grande parceiro nessa luta. Logo tratei de me capacitar e meses depois já era um capacitador. Até hoje trabalho ensinando aos outros o que posso chamar com muito orgulho de 'profissão'", comemora.

Além de catador e personagem principal do documentário, Tião também conta com a ajuda do MDS em casa, ao receber mensalmente o Bolsa Família. "Minha mulher recebe todo mês um dinheirinho que ajuda bastante a gente. Posso dizer com muita alegria que o MDS faz parte de todos os aspectos da minha vida." Tião enfatiza a importância da visibilidade do filme na vida dos trabalhadores de Gramacho. "Com essa mídia toda, podemos mostrar para o Brasil a necessidade de promover a inclusão social e a discussão das diversas políticas para a área", argumenta. 

"Desde os 9 anos de idade eu já frequentava o lixão de Gramacho. Meus pais e meus irmãos trabalhavam aqui e eu vinha trazer comida. Às vezes acabava ficando para ajudar e aos poucos fui me envolvendo", conta. "Aos 15, já dependia do dinheiro do lixão para ajudar nas contas da casa. Hoje, aos 39, o lixão é minha vida", explica.

Retrato fiel - Chefe da divisão da Secretaria Executiva do Ciisc no MDS, Francisco Nascimento celebra a indicação ao prêmio e acredita que Lixo extraordinário retratou de maneira fiel a situação dos catadores. "O mais importante é que, com essa produção, toda uma discussão sobre a classe dos catadores foi provocada no mundo inteiro. O que batalhamos há anos para conseguir o filme conseguiu em meses", comemora.

"De maneira respeitosa e fiel, o Vik conseguiu extrair o cotidiano do universo da catação e retratá-lo em sentido estético, mostrando que o lixo também é arte, é vida", afirma. "Com o regulamento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos em agosto de 2010 e diversas iniciativas na esfera dos catadores, conseguimos coroar o trabalho executado pelo Governo Federal." 

Responsável pelo documentário, o artista plástico Vik Muniz se preocupa com a situação dos trabalhadores dos lixões. Segundo ele, a indicação ao Oscar surge em momento importante da história da classe, uma vez que a nomeação promove visibilidade às questões dos catadores.

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

 

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