Cidadania e Justiça
Criança será prioridade do Brasil sem Miséria
O compromisso do governo federal de retirar da extrema pobreza mais de 16,2 milhões de brasileiros, por meio do Plano Brasil sem Miséria, inclui necessariamente o apoio dos movimentos sociais, na avaliação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
Nesta sexta-feira (27), em reunião com representantes de igrejas e lideranças de diversos segmentos religiosos, a ministra apresentou os dados que indicam o número de crianças e adolescentes pobres no País: dados do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 39,9% do público nesse perfil têm até 14 anos de idade. “Cerca de quatro em cada dez indivíduos nessa faixa etária estão em extrema pobreza”, disse.
O encontro desta sexta marcou o último de uma série de diálogos realizados ao longo da semana, em Brasília, reunindo representantes de centrais sindicais, organizações não governamentais, conselheiros de políticas sociais, catadores de materiais recicláveis e população em situação de rua. O diálogo com a sociedade, explicou a ministra, vai “unir esforços para retirar a população da condição de extremamente pobres, rompendo o círculo vicioso da exclusão social”.
Inclusão social
Assim como aconteceu nos encontros anteriores, a ministra Tereza Campello apresentou o Plano Brasil sem Miséria para os representantes de igrejas. Ela lembrou que uma das principais dificuldades para a inclusão social da população extremamente pobre é que ela vive em territórios de baixo dinamismo econômico, com reduzido grau de escolaridade e qualificação, além de acesso precário a recursos, oportunidades de emprego, atividades produtivas e serviços públicos básicos.
Para o rabino da Congregação Israelita Paulista (CIP), Michel Schlesinger, a importância de o governo brasileiro manter um diálogo com os movimentos sociais é grande. “O governo federal tem a obrigação de atender a população, mas, ao mesmo tempo, não tem condições de ter todo o acesso a essa população, assim como as comunidades religiosas têm”, acrescentou.
Segundo o representante da comunidade judaica, este é o momento de contribuir com o País. “Chegamos ao Brasil sem nada, fugidos da Europa nazista, sem condições de falar português, e o Brasil nos acolheu. Hoje sentimos que a comunidade judaica pode retribuir”, afirmou.
O Plano Brasil sem Miséria será lançado na próxima quinta-feira (2) pela presidenta Dilma Rousseff. A plano tem como meta aumentar as capacidades e oportunidades das pessoas extremamente pobres, estruturando a ação governamental em torno de três eixos: garantia de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos.
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