Cidadania e Justiça
Incra lança projeto piloto de manejo florestal em assentamentos
O Projeto Piloto de Manejo Florestal Comunitário em assentamentos de reforma agrária do Piauí foi lançado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O principal objetivo do projeto é fortalecer parcerias para a ação de manejo florestal comunitário em assentamentos de reforma agrária do estado.
A ação será realizada por meio do contrato firmado com a Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe), com recurso do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) do Ministério do Meio Ambiente, fruto da articulação entre o Incra no Piauí e o Serviço Florestal Brasileiro.
Assinado no último dia 22, o contrato foi o primeiro na modalidade a ser firmado no Brasil. Trata-se, portanto, de uma ação pioneira, que beneficiará cinco assentamentos no Piauí, sendo quatro do Incra - Arizona I, Arizona II e Canaã, no município de Lagoa do Sítio, e Serra do Batista, no município de Valença; e um assentamento do Crédito Fundiário - Gado Bravo, em Brasileira.
“Esperamos que as famílias possam ter uma melhoria de vida utilizando os recursos florestais de maneira racional”, afirma a superintendente regional substituta do Incra no Piauí, Socorro Vasconcelos. “Esta é uma ação pioneira no Piauí e também a primeira na modalidade no País. Pretendemos, futuramente, expandir esta ação para outros assentamentos”, complementa.
Atividades florestais
O contrato objetiva a elaboração de planos de manejo florestal dos assentamentos e a assistência técnica em atividades florestais. A ação atenderá diretamente cerca de 70 famílias, que aderiram ao projeto, mas a expectativa é de que cerca de 300 famílias de agricultores do território do Vale do Sambito sejam beneficiadas.
“Vamos começar a ter no Piauí a vegetação como um ativo ambiental e não mais como um passivo, as famílias terão na vegetação uma fonte de renda, associando a atividade florestal com a atividade agrícola”, analisa Cristiano Cardoso, engenheiro florestal e consultor da Fadurpe. “O manejo vem para o Piauí como um contraponto ao desmatamento, uma possibilidade de manter a floresta”, ressalta.
Os trabalhos já foram iniciados e o primeiro produto a ser entregue no prazo de 60 dias será a caracterização geral da situação ambiental e socioeconômica de cada assentamento selecionado. O valor investido, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, será R$ 234 mil nos 24 meses de vigência. O contrato contempla no ano inicial a elaboração do plano de manejo e no ano seguinte a implantação do plano através da assistência técnica. Ao final do contrato, as famílias deverão estar capacitadas para a ação de manejo.
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