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Cidadania e Justiça

Brasil, Panamá e Equador assumem compromisso de continuidade para o Quilombos das Américas

por Portal Brasil publicado: 07/12/2011 20h04 última modificação: 28/07/2014 15h07

Brasil, Panamá e Equador assinaram nesta quarta-feira (7) uma Declaração de Intenções, visando à promoção de intercâmbios entre comunidades afrorrurais dos três países, através do Projeto Quilombos das Américas. O acordo foi firmado entre a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR), a Secretaria Executiva da Etnia Negra da Presidência da República do Panamá (Seen) e a Corporação de Desenvolvimento Afro-Equatoriana da Presidência da República do Equador (Codae).

O documento foi consolidado durante a solenidade de abertura da I Oficina para Intercâmbio de Experiências e Pacto de Ações do Quilombos das Américas. O objetivo é promover a ampliação do acesso aos direitos econômicos, sociais e culturais de comunidades afrorrurais nas Américas, buscando promover a construção de redes de cooperação insterinstitucional.

A oficina vai acontecer até a próxima sexta-feira (9), em Brasília, com o objetivo de compartilhar parte dos resultados obtidos em 47 dias de pesquisas de campo. A coleta foi feita entre os meses de outubro e dezembro deste ano, nas comunidades de Valle del Chota-Salinas e La Concepción (Equador), Garachiné, em Darién (Panamá), e Empata Viagem, em Maraú, na Bahia (Brasil). Por meio de metodologia específica, foram abordados aspectos sociais, econômicos, alimentares, institucionais, tecnológicos e culturais dos grupos visitados.

“Com esse trabalho de campo, feito com a contribuição fundamental das comunidades, esperamos ter desenhado os passos para a continuidade do projeto, que é inovador sobre vários aspectos”, afirmou a ministra da Seppir, Luiza Bairros. Em seguida, ela declarou a expectativa de colaboração das instituições para que o Quilombos das Américas ofereça condições às comunidades de formarem um pólo político na região. “A partir de janeiro, entraremos na vigência do Plano Plurianual 2012/2015, que tem um forte respaldo para a temática, e isso favorece o alcance das metas desse projeto para a afirmação das nossas comunidades afrorrurais”, completou a ministra.

Na opinião do secretário-executivo da Codae, José Chálá, quando se fala dos quilombos das Américas fala-se de uma grande família do continente. O gestor equatoriano referia-se à similaridades que marcam as comunidades afrodescendentes rurais da região. “O projeto representa o começo da reconstrução da história desses povos”, afirmou ainda Chálá. Já a representante da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), Núbia de Souza, destacou a importância do envolvimento das mulheres e do seu empoderamento para a garantia dos avanços das políticas públicas.

A pesquisa de campo envolveu pesquisadores com formações acadêmicas distintas e diferentes nacionalidades. O estudo incluiu a abordagem de aspectos sociais, econômicos, alimentares, institucionais, tecnológicos e culturais de comunidades, cujas características históricas e do modo de viver são similares entre grupos rurais constituídos por afrodescendentes.

Além da Seppir, participam do projeto a Embrapa, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a Secretaria Geral Ibero-americana (Segib), dentre outros.

Saiba mais sobre o projeto no site: Quilombos das Américas.

Fonte:
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

 

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