Cidadania e Justiça
Pesquisa do Ipea diz que houve aumento de renda em Goiás
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, na quarta-feira (8), os resultados da publicação Situação Social nos Estados – Goiás. A coletiva ocorreu na sede do Conselho Regional de Economia (Corecon-GO), em Goiânia.
A pesquisa, que levou em conta a demografia e a previdência no estado, cobriu o período de 2001 a 2009. Goiás, assim como boa parte do País, teve um expressivo aumento na renda domiciliar per capita, que passou de R$ 465,2 para R$ 629, crescimento de 35,3%. Esse ganho permitiu que a renda goiana atingisse a nacional, apesar de permanecer aquém da média do Centro-Oeste, muito influenciada pelo Distrito Federal.
Nesse período, houve redução na desigualdade, medida pelo Índice de Gini, que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Em Goiás, a desigualdade era menor que no resto do País e caiu de forma mais acelerada. Era 56, em 2001, e passou para 50 em 2009. No Gini, quanto mais perto de 100, maior a desigualdade.
"O aumento de renda e diminuição da desigualdade são as razões que explicam a queda na pobreza e na pobreza extrema. Em Goiás, o índice de pobreza extrema caiu de 6% para 3% na década", analisou André Calixtre, assessor técnico da presidência do Ipea.
Em 2009, apenas 68% dos goianos com 60 anos ou mais recebiam benefícios da previdência social, um pouco acima da média do Centro-Oeste (67%) e quase dez pontos percentuais menor que a brasileira. E esse índice reduziu na última década, em 2001 registrava 70,6%.
Com uma população relativamente jovem, o Goiás tem uma baixa razão de dependência demográfica (número de idosos dividido pela população economicamente ativa). Isso reduz o peso das aposentadorias no gasto público, mas, mesmo em situação demográfica privilegiada, o estado ainda não conseguiu atingir a cobertura previdenciária do restante do País.
"O dado da previdência em Goiás surpreendeu, por ser muito baixo. Mesmo entre a população rural, que não precisa comprovar contribuição, ele é pequeno. É preciso combater o problema neste momento em que o estado tem uma condição demográfica boa", explica Calixtre.
Indicadores
Todos os estudos da série Situação Social nos Estados apresenta e analisa sinteticamente 19 indicadores principais de áreas da política social: emprego e renda, saúde, educação, demografia, seguridade, entre outros. Há ainda um anexo estatístico em que é possível combinar os dados de acordo com as necessidades do leitor, seja ele gestor público, pesquisador, estudante, etc.
Fonte:
Ipea
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