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Novos serviços vão reforçar ações do Brasil Sem Miséria

por Portal Brasil publicado: 09/03/2012 12h08 última modificação: 28/07/2014 16h22

O Conselho Nacional de Assistência Social (Cnas) aprovou na quinta-feira (8), em Brasília, a expansão do financiamento federal para serviços socioassistenciais oferecidos à população nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), nos Centros Especializados para Pessoas em Situação de Rua (centros POP) e em abrigos, repúblicas e casas de passagem.

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Além disso, foram aprovadas a compra e a doação de embarcações para municípios da Amazônia Legal e do Pantanal, bem como o aumento do número de equipes volantes para cidades de grande extensão territorial e de difícil acesso.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) prevê que o investimento com a expansão dos serviços ultrapassará R$ 133 milhões neste ano. Desse valor, estão previstos R$ 69,6 milhões para os serviços de proteção social especial prestados em Creas, Centros POP e acolhimento. Já R$ 64 milhões vão para a proteção social básica, que engloba os serviços oferecidos nos Cras, e também para a compra e doação de lanchas para cidades com população ribeirinha e a expansão de equipes volantes.

Os recursos visam  implementar ações do Plano Brasil Sem Miséria, cuja meta é retirar da extrema pobreza, até 2014, cerca de 16 milhões de pessoas. “O que estamos aprovando cria a possibilidade de tornar móveis os serviços. Isso ressalta a importância da busca ativa e da assistência social para encontrar pessoas ainda excluídas de qualquer política social”, disse o presidente do Cnas, Carlos Ferrari.

A aprovação do conselho valida os critérios de partilha de recursos definidos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que se reuniu na semana passada. A comissão reúne representantes do MDS, do Fórum Nacional de Secretários Estaduais (Fonseas) e do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas). Eles analisam os acordos sobre serviços e recursos federais a serem recebidos por estados e municípios.

 

Embarcações

Uma parceria entre o MDS e a Marinha do Brasil irá permitir a fabricação, ainda neste ano, de embarcações com recursos do Fundo Nacional de Assistência Social. As lanchas da assistência social serão doadas para 129 municípios com populações ribeirinhas nas regiões da Amazônia Legal e do Pantanal. Esses municípios receberão R$ 7 mil por mês, para manutenção dos barcos.

O Cnas aprovou que 334 municípios recebam financiamento federal para o serviço de Proteção e Atendimento Integrado à Família (Paif), prestado nos Cras. Além desses, mais 448 municípios receberão recursos para as equipes volantes que farão a busca ativa da população extremamente pobre e sua inserção no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

 

Proteção

Em outra ação, os serviços de abordagem de rua e de Proteção e Atendimento Especializado à Família e Indivíduos (Paefi) serão ampliados nos Creas de 273 municípios. Cada centro de referência receberá entre R$ 6,5 mil e R$ 18 mil por mês, conforme o nível de gestão e o porte populacional.

Mais 70 prefeituras terão expandidos os serviços voltados à população de rua, nos centros POP, com recursos mensais de R$ 13 mil a R$ 23 mil por unidade. E outras 40 receberão recursos para abrigos, repúblicas e casas de passagem, que variam de R$ 6,5 mil a R$ 10 mil por mês. Além disso, 65 municípios ampliarão a capacidade de atendimento de pessoas em situação de rua. 

Outra novidade definida na CIT e aprovada pelo conselho é a ampliação da verba federal destinada a Creas para municípios com porte populacional a partir de 200 mil habitantes. Até então, a prioridade eram os que tinham acima de 250 mil habitantes. Essa medida inclui mais 33 municípios no critério de partilha de recursos.

Após a publicação das resoluções do Cnas no Diário Oficial da União, o ministério abrirá os sistemas da Rede Suas (do Sistema Único de Assistência Social) no Portal do MDS para os municípios elegíveis aderirem aos financiamentos federais.

 

Fonte:
Brasil Sem Miséria

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