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Cidadania e Justiça

Representantes de cinco regiões debatem política específica para quilombolas

por Portal Brasil publicado: 13/03/2012 10h36 última modificação: 28/07/2014 16h22

O 1º Seminário de Assistência Técnica e Extensão Rural Quilombola (Ater), iniciado na segunda-feira (12), teve como tema de discussão uma proposta de rede temática específica para quilombolas.

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O seminário é uma preparação para a 1ª Conferência Nacional de Ater (Cnater), prevista para ocorrer em abril, em Brasília. O evento, que segue até quarta-feira, é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e tem como objetivo fortalecer e aperfeiçoar a Política Nacional de Ater (Pnater).

“A rede é para pensar em como os governos podem canalizar as diretrizes de Ater nos estados”, afirma Renata Leite, secretária-adjunta substituta do ministério. Renata explica que já existem 14 redes temáticas que abordam diversos segmentos, entre eles políticas para mulheres e indígenas. “A rede quilombola deve ser transversal às necessidades de cada um dos segmentos. Há uma rede específica para o leite, por exemplo, então temos que analisar como os quilombolas podem atuar nessa rede”, ressalta.

Para o diretor de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, esse seminário é uma oportunidade de focar nos assuntos específicos dos quilombolas. “São passos importantes para uma discussão específica desses assuntos e estão todos muito animados e querendo contribuir bastante com as propostas”, completa o diretor.

Participam do seminário representantes das cinco regiões do Brasil, com a intenção de finalizar uma proposta para ser aprovada durante a Cnater.

“A Ater, por si só, não resolverá os problemas das comunidades; ela é um instrumento, um meio”, salienta Edmilton.

 

Problemas e soluções

Durante o 1º Seminário de Ater Quilombola, representantes de diversos estados relataram experiências e algumas dificuldades enfrentadas em suas comunidades.

O representante do Piauí ressaltou que “as comunidades quilombolas precisam de mobilização social”. Já o engenheiro agrônomo do Departamento de Ater do MDA, Allan Razera, destaca que uma formação voltada para esse segmento minimizaria alguns problemas. “É preciso que os técnicos de Ater tenham uma formação específica para os quilombolas. A Ater tem que buscar, sempre, levar políticas sociais para essas comunidades”, frisa Allan.

O representante do estado da Bahia afirmou durante o debate que é preciso investir no fortalecimento das comunidades e aumentar a participação delas em chamadas públicas. As experiências e dificuldades das comunidades quilombolas serão levadas em um documento para a Cnater, juntamente com a proposta de uma instituição de uma rede temática específica.

 

Sobre as Redes Temáticas de Ater

As Redes Temáticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) são orientadas por eixos de ações da Secretaria de Agricultura Familiar do ministério, como superação da pobreza rural, promoção da segurança e soberania alimentar, ecologização dos sistemas de produção, geração de renda e agregação de valor. Além disso, são criadas oportunidades de intercâmbio e troca de experiências entre os envolvidos com as redes e a oportunidade de uma maior pesquisa agropecuária.

No total, 14 temas integram as Redes Temáticas de Ater, entre eles: agroecologia, populações indígenas, mulheres rurais e turismo rural.

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Agrário

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