Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2012 > 05 > Magistrados devem ser mais preparados para lidar com questões ambientais, defende Amaerj

Cidadania e Justiça

Magistrados devem ser mais preparados para lidar com questões ambientais, defende Amaerj

por Portal Brasil publicado: 18/05/2012 10h53 última modificação: 28/07/2014 16h20

Os magistrados não estão preparados de forma adequada para tomar decisões na área socioambiental e, por isso, necessitam de treinamento, disse o presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), desembargador Cláudio dell’Orto. “Precisamos ter profissionais que compreendam melhor sobre o que vão decidir”, defendeu.

O assunto será debatido durante a Conferência Mundial de Direito e Governança para o Desenvolvimento Sustentável, que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) promove no Rio de Janeiro no período de 17 a 20 de junho. A Amaerj e a Fundação Getulio Vargas Projetos (FGV Projetos) estão cuidando da logística do evento, que antecede a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e reunirá magistrados de todo o mundo, além de representantes de ministérios públicos.

A Conferência Mundial de Direito e Governança vai elaborar um documento que será encaminhado aos chefes de Estado que participarão da Rio+20. De acordo com o desembargador, as sugestões do encontro também serão levadas ao governo federal e ao Congresso Nacional, “em uma tentativa de melhorar a nossa legislação nessa área”.

Cláudio dell’Orto avaliou que em várias áreas do direito, principalmente a ambiental, “as decisões do Judiciário e as próprias ações do Estado têm pouca efetividade”. Para reverter esse quadro, a Amaerj está atuando junto com o Ministério Público e os magistrados ligados à questão ambiental. O objetivo, enfatizou dell’Orto, é “melhorar a efetividade das decisões, ou seja, que as sentenças sejam de fato executadas e que, na prática, por exemplo, uma ordem de recomposição de dano ambiental seja cumprida”.

A sugestão será discutida na conferência por magistrados brasileiros e estrangeiros, que também enfrentam esse problema, acrescentou o desembargador. Segundo ele, já está confirmada a presença dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler.

A conferência traz uma novidade, que é a participação de representantes dos tribunais de Contas de vários países. Essas cortes podem atuar no sentido de que projetos que recebam investimento público ou sejam apoiados ou autorizados pelo Poder Público passem por uma verificação prévia de eventuais danos sociais e ambientais. O desembargador acredita que essa medida pode evitar a ocorrência do dano.

Ele chamou a atenção para a importância de os agentes econômicos, políticos e o Judiciário perceberem que o planeta não suporta mais intervenções que foram úteis no passado, mas que agora precisarão ser substituídas por medidas menos nocivas. “É importante que os juízes também compreendam isso e saibam decidir essas questões”.

Cláudio dell’Orto também destacou a importância, na área jurídica, da interdisciplinaridade. “Muitas vezes, o Judiciário não dialoga com outras fontes importantes do conhecimento, como biólogos, antropólogos, sociólogos, pessoas que podem contribuir, e muito, para que o juiz tome uma decisão mais razoável sob o ponto de vista social e ambiental”, argumentou.

Segundo ele, os tribunais de Contas também precisam do apoio desses profissionais, “até para entender melhor como funciona o próprio ambiente e quais seriam os reflexos de alguns projetos nessa área que precisariam de um controle prévio”.

 

Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Governo cria núcleo de combate à violência contra mulher
A iniciativa promoverá ações para reprimir e combater efetivamente crimes contra a mulher. Anúncio foi feito nesta terça (31)
Temer defende ação conjunta para banir violência
Temer afirmou que é necessário trabalho conjunto da União com os estados para banir todos os tipos de violência
Campanha Maio Amarelo conscientiza motoristas
Campanha Maio Amarelo pretende conscientizar motoristas para a redução de acidentes no trânsito
A iniciativa promoverá ações para reprimir e combater efetivamente crimes contra a mulher. Anúncio foi feito nesta terça (31)
Governo cria núcleo de combate à violência contra mulher
Temer afirmou que é necessário trabalho conjunto da União com os estados para banir todos os tipos de violência
Temer defende ação conjunta para banir violência
Campanha Maio Amarelo pretende conscientizar motoristas para a redução de acidentes no trânsito
Campanha Maio Amarelo conscientiza motoristas

Últimas imagens

Medida visa proporcionar apoio às mulheres vítimas de crimes contra a dignidade sexual e de quaisquer violências domésticas
Medida visa proporcionar apoio às mulheres vítimas de crimes contra a dignidade sexual e de quaisquer violências domésticas
Elza Fiúza/ABr
O governo vai transferir mais de R$ 2,2 bilhões às famílias de baixa renda inscritas no Programa
O governo vai transferir mais de R$ 2,2 bilhões às famílias de baixa renda inscritas no Programa
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto

Governo digital