Cidadania e Justiça
Grupo que busca desaparecidos no Araguaia retoma atividades no domingo (10)
O movimento Guerrilha do Araguaia surgiu na década de 1970 em oposição à ditadura militar
O Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) reinicia no domingo (10) a busca por desaparecidos da Guerrilha do Araguaia, nos municípios São Geraldo (PA) e Xambioá (TO). Os trabalhos, que foram interrompidos em outubro de 2011 por conta do início do período de chuvas, vão até 20 de
junho.
O grupo tem como objetivo localizar, recolher e identificar os corpos de guerrilheiros e militares mortos no episódio conhecido como Guerrilha do Araguaia, movimento que surgiu na década de 1970 no norte de Goiás (área hoje pertencente ao Tocantins), Pará e Maranhão, em oposição à ditadura militar.
Até hoje, dezenas de militantes que participaram da guerrilha estão desaparecidos. Em 2009, a juíza da 1ª Vara Federal do Distrito Federal Solange Salgado determinou que o governo federal reiniciasse as buscas na região.
Na última quarta-feira (06), o Diário Oficial da União da publicou a portaria interministerial MJ/MD/SDH-PR nº 1.102, de 05 de junho de 2012, que prorroga as atividades do grupo de trabalho pelo período de dois anos e dá publicidade aos nomes dos seus novos integrantes.
O grupo é composto por membros dos Ministérios da Defesa e da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Advocacia-Geral da União, Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Departamento de Polícia Federal, Polícia Técnico-Científica dos Estados de Goiás e Distrito Federal e universidades federais e estaduais.
Os trabalhos são acompanhados por familiares de desaparecidos da Guerrilha, além de um membro do Ministério Público Federal. As buscas decorrem do cumprimento, pelo Estado brasileiro, das decisões proferidas na ação ordinária nº 82.00.24682-5, da 1ª Vara Federal de Brasília, e na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
As pessoas que tiverem informações que possam levar ao local onde teriam sido enterrados os guerrilheiros devem ligar para o Disque Direitos Humanos (Disque 100). As ligações são gratuitas e não há necessidade de identificação.
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Fonte:
Ministério da Defesa
Agência Brasil
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