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Indígenas do Mato Grosso do Sul farão cursos profissionalizantes

por Portal Brasil publicado: 11/09/2012 18h01 última modificação: 28/07/2014 16h19
Governo do Mato Grosso do sul Apenas em Mato Grosso do Sul, atualmente são 14,4 mil famílias inscritas no Cadastro Único – ou seja, público potencial desses cursos de qualificação

Apenas em Mato Grosso do Sul, atualmente são 14,4 mil famílias inscritas no Cadastro Único – ou seja, público potencial desses cursos de qualificação

Dois municípios de Mato Grosso do Sul vão receber projeto-piloto a partir de outubro que poderá ser estendido a todo o País

 

Índios de Dourados e Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, serão os primeiros em todo o País a participar de cursos de capacitação criados especificamente para eles. O desemprego na região, sobretudo por causa da mecanização da lavoura de cana-de-açúcar, fez com que as lideranças reivindicassem a qualificação por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Brasil Sem Miséria). Os primeiros cursos devem começar em outubro.

Os indígenas estão fazendo o levantamento, nos dois municípios, sobre as principais necessidades dos grupos, que serão encaminhadas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), coordenador do Brasil Sem Miséria.

Em todo o estado, existem 73 comunidades indígenas, que abrigam 71 mil pessoas. Apenas em Mato Grosso do Sul, 14,4 mil famílias índios estão inscritos no Cadastro Único e são público potencial desses cursos. Estima-se que pelo menos 10 mil deles trabalhavam com o corte da cana-de-açúcar no estado.

As aulas serão ministradas por instituições de ensino técnico e tecnológico, como as unidades do chamado Sistema S (Senac, Senar e Senai) e a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. A qualificação é gratuita e os beneficiários recebem alimentação, transporte e material escolar.

Metodologia

Segundo o diretor de Inclusão Produtiva Urbana do MDS, Luiz Müller, os cursos terão metodologia específica, com uma forma diferenciada de acolhimento dos alunos.

“Precisamos construir possibilidades de trabalho decente, por meio de uma capacitação profissional que ensine profissões que têm a ver com o mercado e que possibilitam real empregabilidade, associada também a conhecimentos mínimos sobre a legislação do trabalho”, ressalta Müller.

A secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso do Sul, Tânia Mara Garib, assinala que cada etnia tem sua particularidade e tendência de trabalho. Por isso, segundo ela, as demandas de cursos variam. Além daqueles índios entre 20 e 50 anos que trabalhavam nas lavouras de cana-de-açúcar, Tânia observa que há o problema dos jovens, que precisam ser qualificados e inseridos no mundo do trabalho.

Em Dourados, um primeiro levantamento apontou para a necessidade de qualificação em operação de máquinas agrícolas, técnicas agrícolas, biojoias, corte e costura, manicure e pedicure e panificação. Já em Sidrolândia, há pedido também para qualificação para trabalho em frigoríficos e construção civil. “Estamos aguardando a demanda oficial. Então, vamos conversar com os ofertantes e encaminhar ao MDS e MEC a implantação desses cursos”, diz Tânia.

Cadastro
Para que possam ter acesso às políticas sociais, os indígenas devem procurar a prefeitura para serem incluídos no Cadastro Único. Atualmente, em todo o País, 83,6 mil famílias indígenas são beneficiárias do programa Bolsa Família, sendo 11 mil em Mato Grosso do Sul.

Para a secretária Tânia Mara, o Pronatec Brasil Sem Miséria será importante para vencer o preconceito que o índio enfrenta no mercado de trabalho, já que o programa, além de capacitar os alunos, os encaminha para vagas de emprego.

Segundo ela, a ideia com o projeto-piloto é que se aprenda e se construa, a partir dele, qualificação profissional específica para essas comunidades. Depois do projeto piloto, completa Müller, os cursos específicos para os indígenas podem ser estendidos a todo o País.

Apesar de ainda não existir um Pronatec voltado para as comunidades indígenas, alguns índios já fizeram cursos do programa no estado. Em Dourados, 11 indígenas cursaram o Pronatec Brasil Sem Miséria. Magna Freitas Correia, da aldeia Jaguapiri, foi uma dessas pessoas. Ela fez o curso de panificação.

“A gente foi para montar um negócio, porque não tem padaria aqui dentro. Isso me ajudou muito. Hoje trabalho na área fazendo pão. Aprendi também a fazer bolo de festa.” Ela contou que faz as encomendas em casa e o marido vende. Antes da qualificação, ela havia sido boia-fria em lavouras de feijão e milho e merendeira.

Pronatec - Brasil sem Miséria
Em parceria com o Ministério da Educação (MEC), o Plano Brasil Sem Miséria oferece vagas de qualificação profissional em cursos de formação inicial e continuada voltados para a inserção no mercado de trabalho, com duração mínima de 160 horas. O Pronatec Brasil Sem Miséria ofereceu este ano mais de 300 mil vagas em cerca de 200 cursos em todo o País. Para as comunidades indígenas, 

 

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Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Ministério da Educação

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