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Cidadania e Justiça

Práticas esportivas afastam crianças de trabalho forçado em Mato Grosso

por Portal Brasil publicado: 18/09/2012 14h27 última modificação: 28/07/2014 16h19
EBC Peti já afastou quase 5 mil de atividades inadequadas em Cuiabá e Várzea Grande

Peti já afastou quase 5 mil de atividades inadequadas em Cuiabá e Várzea Grande

Cerca de 5 mil crianças já foram beneficiadas por programas que unem atividades pedagógicas, culturais e desportivas

 

Cerca de 5 mil crianças e adolescentes dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso, já foram afastada do trabalho infantil nos últimos quatro anos. Para garantir a distância das crianças mato-grossenses do trabalho forçado, elas são envolvidas em atividades não só pedagógicas, como culturais e desportivas.

Por meio de parceria entre os programas de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e Forças no Esporte, do Ministério da Defesa, a cada semestre, 100 crianças entre 7 e 15 anos dos dois municípios, praticam esporte e participam de palestras no 44º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército.

Os encontros são promovidos três vezes por semana, sempre no turno contrário ao da escola. Nos outros dois dias, as crianças praticam caratê e atividades recreativas fora do batalhão. Segundo a gerente do Peti em Cuiabá, Jucimeyre Vieira, a parceria com Exército trouxe as atividades do programa mais interessantes para os beneficiados.

De acordo com a gerente do programa na capital de Mato Grosso, a maior parte dos casos de trabalho forçado para crianças eram serviços domésticos, cuidando dos irmãos mais novos, e em lava-jatos espalhados pela cidade. 

Em todo o País, o programa atende mais de 820 mil crianças afastadas do trabalho em mais de 3,5 mil municípios. Depois de ser diagnosticado o trabalho infantil, o público é acompanhado por equipe técnica e psicoassistencial, além de receber um benefício de R$ 40.

Palestras
Nesta terça-feira (18), ocorre o último encontro do semestre, cujo tema da palestra será bullying, agressões verbais e físicas entre crianças e jovens, principalmente no ambiente escolar. 

Segundo Vieira, o tema foi escolhido porque os monitores perceberam que as brincadeiras entre as crianças não eram tão inocentes. “Para eles, a violência já é algo natural e tomamos essa medida para que os atos não se tornem rotineiros”, explicou. 

Forças no Esporte
Desde a criação do Programa Forças no Esporte, em 2003, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica ajudam a melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens carentes do Brasil. O programa, uma parceria entre os Ministérios da Defesa, do Esporte e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, promove a inclusão social por meio da prática de esportes.

As atividades são desenvolvidas por militares e profissionais especializados. Os adolescentes têm a oportunidade de praticar esportes e assistir a aulas de reforço escolar, além de terem assegurado o direito a atendimento médico, odontológico, alimentação, roupas e transporte.

Trabalho infantil
O trabalho no Brasil é proibido para menores de 14 anos e, desta idade até os 15 anos, só é permitido na condição de aprendiz. Entre os 16 e 17 anos, o trabalho é liberado, desde que não comprometa a atividade escolar e que não ocorra em condições insalubres e com jornada noturna.

De acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade caiu de 5,3 milhões em 2004 para 4,3 milhões em 2009, o que representa 9,8% das crianças e adolescentes do País. 

Fiscalização
O Peti também monitora situações de trabalho infantil nas famílias do Cadastro Único, instrumento do governo federal para acompanhar famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Até maio de 2011, o programa identificou 817,2 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho, distribuídos por 3.534 municípios de todos os estados brasileiros.

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Leia mais:

O trabalho no Brasil é proibido para menores de 14 anos e, desta idade até os 15 anos, só é permitido na condição de aprendiz

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Fonte: 

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Portal Brasil
Ministério da Defesa

 

 

 

 

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