Cidadania e Justiça
Ações marcam dia da Consciência Negra
A data lembra a morte de Zumbi dos Palmares, líder do quilombo, que representa a luta dos negros contra a escravidão na época da colonização do País
Como parte das comemorações, a Secretaria de Política para Mulheres lançou o prêmio Mulheres Negras contam sua História, que selecionará redações e ensaios sobre a trajetória das afro-brasileiras
Na semana dedicada a comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), ações em todo Brasil relembram a morte de Zumbi dos Palmares, líder do quilombo, que representa a luta dos negros contra a escravidão na época da colonização do País. Com essa temática, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lança nesta terça-feira (20) uma edição especial de selos com a imagem do Parque Memorial dos Palmares, considerado a maior referência africana das Américas. O lançamento será às 14h, no município de União dos Palmares, em Alagoas, e também faz parte das comemorações do Dia da Consciência Negra.
Com a emissão do selo, a ECT procurou destacar a importância cultural e histórica do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, um dos símbolos da resistência negra no Brasil. O parque temático é o único a retratar a cultura negra do País.
A imagem panorâmica do parque, localizado na Serra da Barriga (AL), é do pintor e escultor Luciomar Sebastião de Jesus. A pintura com fundo azul ilustra a Muxima de Palmares (Coração de Palmares) em homenagem aos comandantes em chefe do conselho deliberativo do quilombo; a Onjo Cruzambê (Casa do Campo Santo), espaço de apoio à prática das religiões africanas; uma oca indígena que representa a cultura dos primeiros moradores da serra e duas figuras femininas, para lembrar as práticas religiosas do espaço sagrado.
Com tiragem de 300 mil exemplares, os selos terão valor de R$ 1,20 cada. Três mil cartões com a ilustração também serão emitidos. As peças podem ser compradas até 31 de dezembro de 2015 na loja virtual dos Correios, na Central de Vendas a Distância e nas agências dos correios.
Mulheres Negras Contam sua História
A secretaria de Políticas para as Mulheres, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou nessa segunda-feira (19) o prêmio “Mulheres Negras contam sua História”.
O prêmio é busca promover um resgate do anonimato das mulheres negras como sujeitos na construção da história do Brasil. O objetivo é estimular a inclusão social dessas mulheres por meio do fortalecimento da reflexão acerca das desigualdades vividas por elas no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares, e na superação do racismo.
As interessadas poderão participar do concurso de redações e ensaios e, com seus trabalhos, contar a história e a vida de mulheres negras na construção do Brasil. O prêmio possui duas categorias: “Redação”, com texto de no mínimo mil quinhentos até o máximo de três mil caracteres (palavras), e “Ensaio”, com textos de seis mil a dez mil caracteres.
Serão premiadas as cinco melhores redações com R$ 5 mil, e as cinco candidatas selecionadas na categoria Ensaio receberão R$ 10 mil. As Inscrições poderão ser feitas no período de 21 de novembro de 2012 a 25 de janeiro de 2013.
As inscrições estarão abertas no período de 21 de novembro de 2012 a 25 de janeiro de 2013, e são destinadas somente a mulheres autodeclaradas negras. As inscrições, nas categorias “Redação” e “Ensaio” devem ser efetuadas pelo endereço eletrônico premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br ou enviadas pelo correio para o endereço: Prêmio Mulheres Negras contam sua História – Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – Praça dos Três Poderes Via N1 Leste, s/n Pavilhão das Metas. CEP 70150-908 Brasília – DF.
Luta das mulheres negras
Das negras vindas da África nos porões das naus portuguesas no XVI até o ano de 1850, quando o tráfico foi proibido. Elas estiveram na labuta das plantações canavieiras e, posteriormente, do café, nas alcovas e cozinhas das casas grandes. Foram amas de leite, negras dos tabuleiros, vendendo doces e comidas nas ruas, lavadeiras, lutadoras nas revoltas contra a escravidão e a opressão racista.
Libertas da escravidão, pobres e anônimas, resistem, combatem a discriminação e estão presentes no rosto do povo pobre que habita o Brasil, mas são esquecidas pelos livros que contam a história do nosso país.
Nos últimos 50 anos, as lutas das mulheres negras se intensificaram e elas ampliaram sua presença no cenário político nacional. O governo federal tem contribuído com o fortalecimento de políticas públicas para a população negra, desde a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), em 2003.
Abolição
Diversos projetos abolicionistas invadiram a cena política brasileira no último quarto do século XIX. Para voltar no tempo e tentar entender o modo como a Abolição foi concebida e se desdobrou, oito estudiosos descrevem suas reflexões sobre diferentes aspectos daquele momento histórico. Leia mais sobre a Abolição da escravatura aqui.
Fonte:
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Correios
Portal Brasil
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