Cidadania e Justiça
Programa da Unesco certifica 13 acervos brasileiros
A partir de fevereiro de 2013 o acervo incluído ao Programa Memória do Mundo da Unesco poderá ser visto pelo público
Preservar a história e a cultura. Este é o objetivo do Programa Memória do Mundo da Unesco que reconhece e classifica documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional. No Brasil,
acervos de 13 instituições receberam certificados que asseguram sua inclusão no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Três das instituições foram contempladas com certificado de nominação no Registro Regional para América Latina e Caribe de Memória do Mundo, enquanto as demais tiveram as documentações reconhecidas no Registro Nacional do programa.
“Recebemos mais de 40 propostas este ano, e elas foram analisadas pelo comitê, que para isto teve que contar com o apoio de especialistas das respectivas áreas”, disse o presidente do Comitê Regional para a América Latina e o Caribe [Mowlac] do programa da Unesco, Vitor Fonseca.
O Comitê Nacional do Brasil (MOWBrasil) do programa da Unesco concedeu desde 2007 certificados de registro nacional a 55 acervos. Este ano foram contempladas documentações da Fundação Getulio Vargas (FGV); Fundação Biblioteca Nacional (FBN); do Museu imperial; Mosteiro de São Bento da Bahia; da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul; do Arquivo Público Mineiro; Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco; Museu Emilio Goeldi (PA); da Casa de Oswaldo Cruz e do Memorial da Justiça do Trabalho de Pernambuco.
Todos os acervos brasileiros incluídos no Programa Memória do Mundo da Unesco poderão ser vistos pelo público, com entrada franca, a partir de 26 de fevereiro de 2013, quando o Arquivo Nacional inaugurará uma exposição em sua sede, na Praça da República,173, no centro do Rio. A mostra, que comemora os 20 anos do programa, ficará em cartaz até o final de maio.
Cerificados
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) obteve o reconhecimento regional para o Atlas e Mapa do cartógrafo Miguel Antônio Ciera. O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP), juntamente com a Bibliothéque Saint-Geneviève, de Paris, recebeu o certificado do Registro Regional pela coleção de documentos do historiador francês Ferdinand Denis (1798-1890), um estudioso do Brasil do século 19.
O terceiro conjunto contemplado com o certificado regional do Memória do Mundo é o do Fundo Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos dos Países do Cone Sul (Clamor), pertencente ao Centro de Documentação Cientifica (Cedic) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Memória do Mundo da Unesco
O Programa Memória do Mundo da Unesco tem por objetivo identificar documentos ou conjuntos documentais considerados em situação de risco que tenham valor de patrimônio documental da humanidade.
Segundo Fonseca, a destruição de acervos durante a guerra civil na antiga Iugoslávia foi a grande motivação, na época, para a criação do Memória do Mundo. O comitê para a América Latina foi implantado em 2000 e, desde então, concedeu certificados a 84 conjuntos de documentos, dez deles brasileiros.
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