Cidadania e Justiça
Empresa pública vai administrar hospitais universitários
A parceria tem o objetivo de melhorar a infraestrutura física e tecnológica e a recomposição do quadro de pessoal dos hospitais universitários do País
Acordo prevê nova administração em três hospitais universitários do País: Universidade de Brasília (UnB), Universidades Federal do Maranhão (UFMA) e do Triângulo Mineiro (UFTM). A parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) deve proporcionar a
recuperação da infraestrutura física e tecnológica e a recomposição do quadro de pessoal, um dos principais desafios da rede.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a partir da assinatura do contrato, tem início a implantação de plano de reestruturação de cada hospital, a ser executado de forma conjunta entre universidade e empresa. Um dos principais objetivos é a reativação de leitos.
Com a mudança, os novos profissionais serão contratados mediante a realização de concursos públicos e processos seletivos. Os hospitais continuam academicamente subordinados às universidades, mas serão administrativamente independentes.
Além das três universidades, outras 14 instituições federais de educação superior assinarão os contratos com a empresa nos próximos meses. A Universidade Federal do Piauí (UFPI) assinou o contrato em agosto do ano passado, o que permitiu o início do funcionamento do hospital-escola da instituição.
Ebserh
A Ebserh foi criada em dezembro do ano passado para administrar os recursos financeiros e humanos dos hospitais universitários. Desde então, coordena o Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), criado em 2010.
A empresa é vinculada ao Ministério da Educação e, pela lei que a criou em dezembro de 2011, trata-se de empresa pública de personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio.
De acordo com o presidente da Ebserh, José Rubens Rebelatto, o trabalho com a empresa dará aos hospitais da rede condições de prestar assistência de excelência no atendimento às necessidades de saúde da população. “Além disso, os hospitais devem ter condições adequadas para a geração de conhecimento e formação dos profissionais dos diversos cursos das universidades a que pertencem”, destacou.
Hospitais universitários
Atualmente, os 46 hospitais universitários vinculados a 32 universidades federais são responsáveis pela formação de grande número de profissionais médicos no País. Em determinadas regiões, são as unidades hospitalares mais importantes do serviço público de saúde e cumprem papel fundamental na consolidação do Serviço Único de Saúde (SUS), pois 70% das unidades são consideradas de grande porte e têm perfil assistencial de alta complexidade.
Brasília- O Hospital Universitário de Brasília (HUB) reúne oito unidades hospitalares e tem, em fase de construção, o Instituto da Criança e do Adolescente. Funciona com 291 leitos e conta com unidades de terapia intensiva para adultos e neonatal. É também campo de prática para profissionais de 31 programas de residência médica e 12 de residência multiprofissional.
Minas - O Hospital de Clínicas da UFTM possui localização estratégica que permite abrangência em 27 municípios mineiros da macrorregião do Triângulo Sul. É a única unidade pública de saúde que oferece atendimento de alta complexidade na região. Com 231 leitos, conta com pronto-socorro adulto, pronto-socorro pediátrico, três ambulatórios, centro de reabilitação e clínicas especializadas nas mais diversas áreas de assistência e complexidade.
Maranhão - O Hospital Universitário do Maranhão é referência estadual para os procedimentos de alta complexidade nas especialidades de traumato-ortopedia, neurocirurgia, videolaparoscopia, nefrologia, transplantes, gestantes de alto risco, cirurgia bariátrica, hemodinâmica, audiometria, ressonância magnética, banco de olhos e núcleo de fígado, entre outros. Constituído por dez unidades hospitalares, com 573 leitos, funciona como centro de ensino e de pesquisa para a formação de profissionais das áreas de enfermagem, farmácia-bioquímica, medicina, nutrição, odontologia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.
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