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Cidadania e Justiça

Premiação reconhece projetos sociais realizados por mulheres

por Portal Brasil publicado: 12/04/2013 15h40 última modificação: 30/07/2014 00h51
Divulgação/Fundação Banco do Brasil A Rede de Mulheres para a Comercialização Solidária tem como objetivo inserir as mulheres em mercados justos

A Rede de Mulheres para a Comercialização Solidária tem como objetivo inserir as mulheres em mercados justos

Prêmios de R$ 30 mil a R$ 80 mil serão entregues para que sejam realizados investimentos nos projetos ganhadores

 

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social recebe até o dia 31 de maio inscrições de projetos realizados por mulheres de todo o Brasil. Realizado a cada dois anos, o prêmio tem como objetivo identificar tecnologias sociais inovadoras e reaplicáveis, que promovam o envolvimento da comunidade, a transformação social efetiva na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Desde 2009, o prêmio investe no trabalho e na valorização da mulher brasileira e de suas conquistas. Nesse mesmo ano, a categoria “Participação de Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais” recebeu diversos projetos, de todas as regiões do País, e a primeira vencedora foi a Rede de Mulheres para a Comercialização Solidária – Casa da Mulher do Nordeste – de Afogados da Ingazeira, do estado de Pernambuco.

Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2009

A Rede tem como objetivo inserir as mulheres em mercados justos, estimulando o processo de comercialização solidária para a conquista de seus direitos e geração de renda. Organizadas, elas passam a ter acesso ao crédito e a novos canais de comercialização para seus produtos.  O trabalho da associação conta hoje com 450 mulheres agricultoras e artesãs, divididas em 30 grupos, de nove municípios: Afogados da Ingazeira, Brejinho, São José do Egito, Tabira, Carnaíba, Flores, Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde e Ingazeira, que trabalham com artesanatos feitos em barro, como panelas e jarros; e jogos de cama, mesa e banho; bordados; trabalhos em retalhos; peças decorativas de jornal; entre outros.

Para a colaboradora técnica da Rede, Maria Marli de Almeida, o prêmio possibilitou diversas mudanças, a primeira delas foi a certificação do trabalho como uma tecnologia social. “Com o valor que recebemos, tivemos condições de adquirir o carro que trabalhamos hoje. Além disso, mobiliamos a nossa loja, realizamos o Encontro da Rede e nos consolidamos como associação. Hoje, a Rede de Mulheres é independente, tem um fundo rotativo, que faz empréstimos para os grupos”, disse.  Além disso, neste ano, o projeto foi um dos vencedores do “Prêmio Mulheres Rurais que produzem o Brasil Sustentável 2012”, realizado pela de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR).

De acordo com coordenadora-geral de Programas e Ações de Trabalho da SPM/PR, Gláucia Fraccaro, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, ao incentivar e premiar, mostra a importância do trabalho da mulher brasileira na geração de riqueza e renda para o Brasil. “O trabalho das mulheres – incluindo aquele realizado dentro de casa e não remunerado - é parte fundamental do desenvolvimento do País. Iniciativas como a da Fundação Banco do Brasil dão destaque e reconhecimento para aquelas brasileiras que garantem o seu sustento, o de sua família e também contribuem para que o país seja mais produtivo", disse.

Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia (AMCA)

Já em 2011, a tecnologia social Mulheres da Amazônia – Conservação da Biodiversidade e Geração de Renda – foi a vencedora na mesma categoria.  O projeto une, de forma sustentável, estratégias de proteção da biodiversidade e geração de trabalho e renda para as famílias da região, por meio de capacitações, ações de conservação da biodiversidade e comercialização de produtos florestais e da agricultura familiar.

 

Participação feminina

A participação feminina vem crescendo em todas as áreas ao longo dos anos, na política, no trabalho rural, e, principalmente, nos movimentos sociais. Nesta edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil 2013, que tem inscrições abertas até 31 de maio, o nome da categoria mudou para “Mulheres”, mas o objetivo continua o mesmo: incentivar o trabalho feminino nas diversas áreas e identificar soluções que poderão transformar as condições de vida das mulheres do país.

 

O Prêmio

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é realizado a cada dois anos pela Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras, KPMG Auditores Independentes, além da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Neste ano, a iniciativa traz duas novas categorias: “Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária” e “Instituições de ensino, Pesquisa e Universidades”.  Na primeira, concorrem tecnologias sociais que tenham proporcionado a inclusão socioprodutiva de povos tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Na segunda, deverão ser identificadas tecnologias sociais desenvolvidas por instituições de ensino, pesquisa e universidades que tenham propiciado a inclusão socioprodutiva dos participantes.

Outra novidade é a premiação dos segundo e terceiro colocados, em cada categoria. Enquanto a primeira vencedora recebe R$ 80 mil para investimento no projeto, a segunda e a terceira terão R$ 50 mil e R$ 30 mil, cada uma, respectivamente.

 

Fonte:

Fundação Banco do Brasil

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